Sindicatos hondurenhos convocam greve geral em defesa de presidente deposto

Representantes dos setores sociais e dos sindicatos de Honduras anunciaram neste domingo uma greve geral a partir da segunda-feira para reivindicar o retorno de Manuel Zelaya, deposto hoje como presidente por Forças Amadas e Congresso.

EFE |

O presidente do Comitê para a Defesa dos direitos Humanos em Honduras (CODEH), Andrés Pavón, disse à Agência Efe que a partir desta segunda-feira, os trabalhadores do setor público e os membros da Central Geral de Trabalhadores (CGT), entre outros grupos entrarão em greve em todo o país.

Pavón explicou que se criou uma frente cívica patriótica para repudiar o novo presidente, Roberto Micheletti, nomeado pelo Parlamento, e reivindicar o retorno a Honduras de Manuel Zelaya, que foi obrigado pelos militares a viajar esta manhã para a Costa Rica.

Mobilização

Centenas de pessoas se mantêm mobilizadas em frente à Casa Presidencial desde o começo da manhã em defesa do presidente deposto e, segundo o dirigente do CODEH, continuarão no lugar em vigília, apesar de o novo Governo ter declarado um toque de recolher a partir das 21h (0h de segunda-feira de Brasília).

"Nos vamos ficar aqui", disse à Efe o assessor econômico com categoria de ministro de Zelaya, Nelson Ávila.

Ávila assegurou que os seguidores do presidente detido hoje pelos militares e enviado à força em um avião à Costa Rica venceu a "batalha internacional", pela condenação unânime da comunidade internacional à atuação das Forças Armadas e do Congresso, que validou essa decisão.

"Agora nos falta ganhar a frente nacional, chamando o povo para que peça o retorno do presidente", disse.

Ávila disse que não tem confirmação de se há mais ministros detidos além da chanceler, Patricia Rodas, que aparentemente está em uma base militar.

Barricadas

O assessor do deposto presidente disse que a concentração em frente à Casa Presidencial, que começou de madrugada e deixou as ruas próximas à sede de Governo cheias de pneus queimados e barricadas improvisadas, está se "desenvolvendo de maneira pacífica e sem confrontos".

"Estamos evitando que se provoque os militares e com os infiltrados que podem estar tentando gerar incidentes e atribui-los a quem está aqui", disse.

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