Atenas, 10 dez (EFE).- Os principais sindicatos da Grécia mantêm para hoje a convocação de greve geral apesar de o primeiro-ministro, Costas Caramanlis, pedir sua suspensão diante dos distúrbios dos últimos dias.

Após uma noite de parcial tranqüilidade, Atenas e as principais cidades gregas serão palco hoje de manifestações que tinham sido convocadas antes da onda de violência no país.

As manifestações foram organizadas pelos sindicatos GSEE e ADEDY, que representam mais de dois milhões de pessoas.

Um porta-voz do GSEE disse à imprensa que "sob estas circunstâncias, não era possível permanecer em casa".

O transporte público ficará horas interrompido, os navios suspenderão seus percursos e os aeroportos permanecerão fechados pela participação no protesto dos controladores aéreos, o que provocou o cancelamento de cerca de 100 vôos.

A morte do jovem Alexander Grigoropulos, baleado por um policial em circunstâncias investigadas pela Justiça, na noite do sábado, desencadeou diversos distúrbios no país.

Durante a madrugada foram registrados enfrentamentos nos arredores da Politécnica de Atenas, onde um grupo de radicais se refugiou.

Mais de 100 pessoas foram detidas durante a noite acusadas de gerar distúrbios, e comparecerão à Justiça nas próximas horas, em sua maioria com acusações de roubo e saque.

No porto de Patras, grupos de radicais foram agredidos por cidadãos enfurecidos pela destruição de suas lojas.

Em Salônica foram registrados distúrbios em frente à sede do Ministério da Macedônia e Trácia, onde a Polícia usou gás lacrimogêneo contra radicais. EFE afb/mh

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