Nuakchott, 8 ago (EFE) - Nove centrais sindicais da Mauritânia expressaram hoje forte condenação contra a tomada do poder por parte da Junta Militar do país na última quarta-feira e a chamaram de confisco da autoridade do povo.

Em comunicado conjunto, os sindicatos consideraram o levantamento como "uma violação óbvia da Constituição e um grande retrocesso da democracia na Mauritânia" e expressaram "surpresa com a deposição de um presidente eleito legítima e constitucionalmente".

Eles pediram também "a volta à legalidade constitucional através da entrega do poder à autoridade escolhida" e solicitaram ao Exército "que permaneça em sua missão republicana de proteger a integridade territorial e de servir à legalidade constitucional".

Por outro lado, fizeram um apelo às "organizações de trabalhadores no mundo e a todos os amigos da Mauritânia para que ajudem a restabelecer a legalidade constitucional e a instituição presidencial democraticamente escolhida".

O deposto presidente mauritano, Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi, detido desde o golpe de Estado em um quartel da Guarda Presidencial, foi levado nesta quinta-feira ao Palácio de Congressos, no norte de Nuakchott, junto ao primeiro-ministro, Yahya Ould Ahmed el-Waghef, e outros três detidos.

Até o momento, a Junta Militar não apresentou acusação contra o presidente nem contra os outros, nem detalhou sua situação jurídica.

EFE mo/db

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