Sindicato pede que pilotos evitem Airbus até troca de peças

PARIS (Reuters) - Um pequeno sindicato de funcionários da Air France aconselhou pilotos a não voarem mais nos Airbus A330 e A334 até que a companhia aérea substitua os sensores de velocidade que se tornaram o foco de uma investigação sobre as causas do acidente da semana passada na rota Rio-Paris. A Air France informou no fim de semana que estava acelerando a troca dos sensores de velocidade em seus aviões Airbus, mas não divulgou quando serão concluídas os trabalhos.

Reuters |

O sindicato Alter divulgou que seus membros não deveriam decolar nesses aviões até que as trocas de peças sejam finalizadas.

"Recusem qualquer voo em um A330/A340 que não tenha passado por modificações em pelo menos dois sensores", afirmou o sindicato em comunicado na Internet. Os aviões A330, mesmo modelo que caiu no oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo em 31 de maio, são equipados com três sensores de velocidade.

Não foi informado se os pilotos da Air France vão acatar o conselho do sindicato e se a orientação causará algum impacto nas operações da companhia aérea.

Os investigadores do acidente disseram que houve "inconsistências" nos leitores de velocidade da aeronave antes da queda, causando especulações de que os sensores tenham congelado e passado informações incorretas ao cockpit, o que confundiu os pilotos quando eles passavam por uma tempestade.

A agência de investigação de acidentes aéreos da França afirma que ainda é muito cedo para apontar uma possível causa para o acidente com as poucas evidências que se tem à disposição por enquanto.

A Air France informou no fim de semana que percebeu o congelamento de alguns sensores de velocidade em maio de 2008 e pediu à Airbus uma solução para resolver o problema. A Airbus respondeu reafirmando os procedimentos operacionais existentes, de acordo com um comunicado da Air France no sábado.

Segundo a Air France, testes indicaram posteriormente que modelos de sensores desenvolvidos para outro avião seriam mais eficientes e que tinha decidido realizar a troca das peças a partir de 27 de abril, sem aguardar pelos testes propostos pela Airbus.

O A330 que caiu no Atlântico ainda não tinha sido modificado. A Airbus recusou-se a comentar o comunicado da Air France.

O sindicato Alter informou que a companhia aérea deveria ter mantido em terra todos os seus aviões A330 e A340 até que todas as peças fossem trocadas.

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