O Sindicato da Aviação Civil Turca acusou a empresa Turkish Airlines, dona do avião que caiu nesta quarta-feira em Amsterdã, na Holanda, de ignorar a manutenção de aeronaves e fazer um convite ao desastre. Segundo a rede CNN, a acusação foi feita em 18 de fevereiro, uma semana antes do acidente que matou nove pessoas.

AP
Acidente de avião em Amsterdã deixou nove mortos

Acidente de avião em Amsterdã deixou nove mortos

De acordo com a emissora, o sindicato afirma que a Turkish Airlines "não entende as consequências de arrancar pessoas de seus empregos e fazer um convite ao desastre." A entidade representa 12 mil funcionários da empresa.

Na quarta-feira, após o acidente, a companhia divulgou um comunicado dizendo que leva a sério questões de segurança e que seguiu todos os "procedimentos de manutenção" nacionais e internacionais.

A empresa afirmou, ainda, que a última inspeção no Boeing 737-800 aconteceu no dia 22 de dezembro de 2008. "Não havia problema de manutenção no avião", disse Candan Karlicetin, chairman da Turkish Airlines, horas depois do acidente.

A companhia também informou que, na segunda-feira, o piloto do mesmo avião que caiu na quarta reportou uma falha no painel de advertência. Segundo a empresa, a peça foi trocada e, depois disso, "a aeronave fez oito pousos e decolagens sem nenhum problema".

Investigações

Quarenta investigadores examinam os destroços do avião para tentar descobrir as causas do acidente. Fred Sanders, porta-voz da Unidade de Investigação para a Segurança, afirmou que as primeiras conclusões devem ser conhecidas em algumas semanas. Mas não teremos os resultados oficiais até daqui a um ano, provavelmente, disse.

AFP
Investigadores tentam descobrir a causa do acidente

Investigadores tentam descobrir a causa do acidente

A emissora holandesa NOS divulgou uma gravação que supostamente seria a conversa entre os pilotos na cabine. Nessa gravação, não há menção a nenhum eventual problema na aeronave.

A última frase do piloto na comunicação com a torre de controle é "1951 agora, muito obrigado", a cerca de cinco quilômetros da pista de aterrissagem. Um piloto ouvido pela NOS afirmou que esta última comunicação é "curta e dita às pressas", mas não mostra nenhum indício de problemas.

Theo Weterings, prefeito de Haarlemmermeer, onde fica o aeroporto, disse que entre as 134 pessoas que estavam a bordo havia 53 holandeses, 51 turcos, um alemão, sete americanos, três britânicos, um finlandês, um tailandês, um italiano e um búlgaro. A nacionalidade de outras 15 pessoas ainda não foi determinada.

As autoridades holandesas não quiseram dar informações sobre a identidade das vítimas fatais, porque querem "ter certeza de que falaram primeiro com os parentes", disse o prefeito. Sabe-se, porém, que três dos nove mortos eram turcos e membros da tripulação.

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