Simpatizantes de Zelaya desafiam estado de exceção

Tegucigalpa, 29 set (EFE).- Simpatizantes do deposto presidente hondurenho, Manuel Zelaya, voltaram hoje a se concentrar na Universidade Pedagógica Nacional de Tegucigalpa, no que qualificaram como ato de desafio ao decreto do Governo no poder, que suspendeu várias garantias constitucionais desde sábado.

EFE |

Cercados novamente por um grande cerco policial, mas em clima de menor tensão, centenas de pessoas se reuniram sem incidentes no ponto em que os simpatizantes do líder destituído começam normalmente as manifestações desde que Zelaya foi derrubado, em 28 de junho.

O dirigente popular Juan Barahona, um dos líderes da Frente Nacional de Resistência contra o Golpe, disse à Agência Efe que "sair à rua, onde for, é hoje um desafio ao decreto".

"Vamos continuar a resistência saindo às ruas, porque o que pretendem é que não saiamos e não vão conseguir", disse o dirigente, ao reconhecer, no entanto, que hoje há menos tensão que na véspera.

O Governo de fato de Honduras suspendeu durante 45 dias as garantias constitucionais, com um decreto publicado no diário oficial, no sábado, e divulgado pelas autoridades de fato no domingo que restringe as liberdades de circulação e expressão, e proíbe as reuniões públicas, entre outras medidas.

Com a impossibilidade de fazer manifestações pelas ruas, Barahona disse que esta semana vão continuar com este tipo de protestos, e na próxima decidirão que novas medidas adotar, já que não acredita que o presidente de fato, Roberto Micheletti, retire o decreto, apesar de ter anunciado que consultará outros poderes sobre essa opção. EFE jlp/an

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