Simpatizante do Hamas morre em prisão da ANP na Cisjordânia

Gaza, 10 ago (EFE).- Um simpatizante do Hamas morreu hoje em uma prisão da Autoridade Nacional Palestina (ANP), presidida pelo líder do Fatah, Mahmoud Abbas, no norte da Cisjordânia, por causa - segundo o movimento islâmico - de brutais torturas em um interrogatório.

EFE |

Fadi Hamadna, de 28 anos, estava há dois meses na prisão de Al-Jenid, em Nablus, e morreu devido aos abusos cometidos por membros dos serviços de inteligência da ANP, denunciou o Hamas, em comunicado.

Essa versão não coincide com a de do porta-voz das forças de segurança da ANP, o brigadeiro-general Adnan al-Dumiri, que disse que Hamadna não era interrogado há um mês e meio, e que ele se suicidou em sua cela.

"Os agentes o encontraram com um lençol enrolado no pescoço", disse Dumiri, em uma nota à imprensa.

Os agentes da ANP levaram o cunhado da vítima à cela para mostrar que era, com efeito, um suicídio, acrescentou o porta-voz.

Um dos irmãos do falecido, Hani, nega essa versão, porque seu irmão era um muçulmano fervoroso e, portanto, nunca teria tirado a própria vida, informa a agência palestina "Ma'an".

Após saber da notícia, parentes de Hamadna jogaram pedras contra os agentes da ANP que protegem a prisão de Al-Jenid, segundo testemunhas.

O chefe do Governo do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, lembrou que os simpatizantes de seu movimento na Cisjordânia sofrem torturas, até o ponto de que alguns morrem afogados durante os abusos.

O Hamas e o Fatah, as duas principais facções palestinas, trocam acusados sobre várias detenções de membros e simpatizantes da facção rival nos territórios que controlam, Gaza e Cisjordânia, respectivamente. EFE sar-ap/an

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