Silício encontrado em Marte é sinal de água e possível vida passada

Depósitos de silício quase puro descobertos em Marte em 2007 pelo robô americano Spirit foram formados por vapores vulcânicos, ou gêiseres, que atravessaram o solo, e podem conter vestígios de vida passada, apontaram cientistas em trabalhos divulgados nesta quinta-feira.

AFP |

Tais depósitos se encontram na Terra ao lado de fontes hidrotermais, como as do parque Yellowstone, em Wyoming (oeste dos Estados Unidos), famoso por seus fenômenos geotérmicos e que concentra dois terços dos gêiseres de todo o planeta, assim como várias fontes de águas quentes.

Essa é a conclusão dos cientistas que estudaram os dados coletados pelo espectrômetro de emissão termal (Miniature Thermal Emission Spectrometer) do robô Spirit, cujo irmão gêmeo se encontra em um ponto diametralmente oposto.

A descoberta dos depósitos de silício na cratera de Gusev, situada na zona equatorial do Planeta Vermelho, foi brevemente anunciada pela Nasa em 2007 e, hoje, está sendo estudada em detalhe. Os resultados serão publicados na revista americana "Science" de maio.

"Na Terra, onde há depósitos hidrotermais, há vida, e o silício que se encontra próximo dessas bocas contém fósseis de restos de micróbios", destacou Jack Farmer, professor de Astrobiologia, da Universidade do Arizona (sudoeste), e um dos autores desse trabalho.

"Mas não sabemos se é o caso para o silício descoberto pelo Spirit, já que esse robô, assim como seu irmão gêmeo, não possui instrumentos que possam detectar vida microscópica", acrescentou o professor.

"O que podemos dizer é que esse entorno foi habitável com água líquida e com a presença de fontes de energia necessárias para a vida", explicou Farmer.

js/nh/tt

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