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Silêncio das Farc sobre autorização de missão médica desanima Guaviare

San José del Guaviare (Colômbia), 5 abr (EFE).- O desânimo começou neste sábado a se fazer presente entre as autoridades do departamento de Guaviare diante do silêncio das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) sobre sua autorização para que uma missão médica possa dar assistência a Ingrid Betancourt.

EFE |

O governador de Guaviare (sudeste da Colômbia), Oscar López, disse hoje à Agência Efe que membros da Igreja Católica estão tentando contatar as Farc para que a missão, liderada pela França e que conta com a colaboração de Espanha e Suíça, possa ser realizada.

"Eu tenho fé no êxito da missão. Estamos aqui, à espera. Há pessoas buscando contatos, mas nada. A Igreja está aguardando por isto", afirmou.

López acrescentou que, até agora, "infelizmente não há nada".

Disse que há vontade por parte do Governo e dos franceses, mas enquanto "não existir vontade das Farc não há nada para se fazer".

"Enquanto eles não deram coordenadas nem fizeram contatos com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, com a Igreja Católica, ou com Piedad Córdoba ou (o presidente da Venezuela, Hugo) Chávez, não há nada", declarou.

Um avião francês Falcon 50 permanece no aeroporto militar de Catam, em Bogotá, desde a madrugada da última quinta, à espera que os rebeldes autorizem a assistência médica para a ex-candidata presidencial, que está em poder das Farc desde fevereiro de 2002, e a outros reféns.

O bispo de San José del Guaviare, monsenhor Guillermo Orozco, disse à Efe que a missão francesa chegou com esperanças de que poderia dialogar com as Farc estando na Colômbia, embora tenha dito que, se o avião permanecer em Bogotá, é possível que "estejam esperando um sinal".

"Caso venham sem fazer contato algum é muito difícil que, pelo fato de estarem aqui, as portas sejam abertas. Como é em nome de um Governo podem se entusiasmar com o fato de que vir aqui e pressionar um pouco a guerrilha vai abrir as portas para eles. Já sabemos que isto não é assim tão simples", advertiu o bispo.

Além disso, Orozco disse que não recebeu nenhum pedido da missão médica para ajudar na operação, mas disse que estão dispostos a colaborar apenas caso as Farc também peçam para que a Igreja acompanhe os franceses.

"Nós simplesmente estamos aqui disponíveis, prontos e lembramos várias vezes à guerrilha o convite e o oferecimento da Igreja Católica na mediação por uma troca humanitária", acrescentou.

O bispo recomendou aos habitantes da região que não continuem fazendo comentários "sem fundamento" sobre a presença de Betancourt ou de outros reféns na região, e se caso o façam, que seja de uma forma e pelos canais "adequados" para não colocarem em risco suas vidas.

Enquanto isto, Juan Carlos Lecompte, marido de Betancourt, disse em Bogotá que a missão médica não fez contatos com as Farc e que viajou para a Colômbia para tentar iniciar um diálogo com os rebeldes que permita prestar assistência à ex-candidata presidencial.

"Primeiro deve-se fazer contato com as Farc. Não há um contato com a guerrilha, que é o que deveria autorizar a missão humanitária que prestará assistência", declarou Lecompte.

Em torno de 50 jornalistas, vários deles de nacionalidade francesa, montaram um "centro de operações" nos arredores do aeroporto de San José del Guaviare à espera da possível chegada do avião Falcon à cidade.

Neste aeroporto, foram feitas as duas operações para a libertação dos seis seqüestrados que as Farc entregaram ao Governo de Chávez no início deste ano.

Betancourt faz parte da lista de 40 reféns que os rebeldes pretendem trocar por 500 guerrilheiros presos na Colômbia e nos Estados Unidos. EFE fer/mac/fal

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