SHOC: Centro Estratégico de Operações Sanitárias da OMS

O Centro Estratégico de Operações Sanitárias (SHOC), núcleo nevrálgico de ação da OMS contra a gripe suína, é um bunker no subsolo da sede da organização em Genebra, que funciona 24 horas desde o final de semana.

AFP |

"O SHOC é ao mesmo tempo os olhos e os ouvidos da resposta mundial às epidemias", explica a Organização Mundial da Saúde (OMS). Dezenas de especialistas se revezam neste centro para administrar a crise atual.

Dotado com as últimas tecnologias de comunicação via satélite e internet, o SHOC "representa um ponto único de coordenação para a resposta em caso de crises sanitárias, em especial o aumento de doenças infecciosas, de catástrofes naturais e de urgências químicas", indica a organização.

Criado em julho de 2003 no subsolo da OMS, o SHOC recebe constantemente desde quinta-feira em suas telas de controle informações enviadas pelos governos.

Este centro foi utilizado pela primeira vez na coordenação da ação sanitária destinada às vítimas da tsunami no sudeste asiático, no dia 26 de dezembro de 2004. Também permitiu à OMS se organizar em março de 2005 frente à escalada dos casos de febre hemorrágica de Marburg, em Angola. No final de 2005, também coordenou as operações médicas depois da passagem devastadora do furacão Katrina e dos terremotos no Paquistão.

Um estúdio permite a realização de videoconferências: graças ao SHOC, a diretora geral da OMS, Margaret Chan, pôde se manter em contato na sexta-feira passada com seus principais assessores para tratar a crise, enquanto estava de viagem em Washington.

Desde a entrada em vigor do Regulamento Sanitário Internacional (RSI), no ano passado, os países devem cooperar com a OMS em um prazo de 24 horas em caso de alerta epidêmico.

"Reagir o mais rápido possível é crucial para que se interrompa o ciclo de transmissão" das doenças, explicou recentemente à imprensa o médico irlandês Mike Ryan, diretor do centro.

"Como em um incêndio, quanto mais rápido agirmos, mais rápido teremos chances de evitar a propagação de uma doença no mundo", destacou.

"O ponto fraco do mundo atual em termos de saúde é sua interdependência. Ao mesmo tempo, nossa grande força é nossa capacidade de interconexão que permite agir muito rapidamente com o alerta mínimo", ressaltou Ryan.

Em caso de transmissão humana do vírus da gripe aviária, a OMS estimou um prazo máximo de quatro semanas, a partir do surgimento do primeiro caso, para conter a propagação da epidemia.

dro/dm

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