Shinawatra é condenado a 2 anos de prisão por abuso de poder na Tailândia

BANGCOC - O ex-primeiro-ministro tailandês Thaksin Shinawatra, deposto há dois anos em um golpe de estado, foi hoje condenado à revelia pela Corte Suprema a dois anos de prisão pelo crime de abuso de poder cometido durante seu mandato.

EFE |

O tribunal declarou a Shinawatra, exilado no Reino Unido e foragido da Justiça tailandesa, culpado de abuso de autoridade para que a mulher comprasse, em 2003, terrenos estatais a um preço abaixo do valor real.

Pojaman Shinawatra, mulher do ex-líder, foi absolvida e o tribunal anulou a ordem de busca e captura contra ela quando o casal violou, em agosto, a liberdade sob fiança, ao não voltar à Tailândia e viajar a Londres, aproveitando uma autorização para assistir aos Jogos Olímpicos de Pequim.


Foto de arquivo mostra Shinawatra e a mulher / AP

Ao ler a decisão, o tribunal indicou que Shinawatra transgrediu o artigo 100 da Ata Nacional Anticorrupção, que proíbe o primeiro-ministro e sua mulher ter interesses em contratos com empresas estatais que estiverem sob a supervisão do Governo.

Shinawatra já tem contra ele seis ordens de busca e captura emitidas pelos tribunais da Tailândia, país no qual, até o momento, nunca um destacado político foi preso após ter sido declarado culpado de crime de corrupção.

Em julho, o tribunal condenou a três anos de prisão a mulher de Shinawatra, após considerá-la culpada de evasão de impostos, mas ela foi libertada após fiança de 5 milhões de bahts (US$ 150 mil).

Segundo a decisão, Pojaman evadiu o pagamento de 546 milhões de bahts (US$ 16,3 milhões) pela transferência de 4,5 milhões de ações do conglomerado empresarial de seu marido Shin Corporation, avaliadas então em 738 milhões de bahts (US$ 22 milhões).



Tailandeses comemoram a decisão judicial / AP

Shinawatra, antes de chegar ao poder em 2001, passou a sua esposa, dois filhos e outros membros do clã familiar, a maior parte das ações da Shin Corporation, conglomerado que fundou após deixar o corpo policial, onde alcançou o grau de coronel.

Em 2006, a família de Shinawatra vendeu à companhia estatal cingapuriana Temasek Holdings 49,6% da Shin Corporation por cerca de 70 bilhões de bahts (US$ 2,23 bilhões), em uma polêmica transação declarada livre de impostos.

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