Shimon Peres prioriza segurança em um acordo de paz com os palestinos

Presidente de Israel destacou preocupação com segurança do país durante encontro com enviado dos Estados Unidos

AFP |

O presidente de Israel, Shimon Peres, defendeu a importância primordial das questões de segurança em todo acordo de paz com os palestinos, em um encontro nesta sexta-feira com o emissário americano George Mitchell, segundo um comunicado da presidência.

"A solução das questões de segurança se reveste da maior importância", afirmou Peres, recordando que, depois que Israel se retirou unilateralmente da Faixa de Gaza em 2005, os palestinos contiuaram disparando foguetes contra o território israelense.

Peres, cuja função é apenas honorária, destacou que o Estado hebreu aspira um "entendimento histórico com os palestinos baseado na criação de um Estado palestino ao lado de Israel".

AP
George Mitchell e Shimon Peres se encontram nesta sexta-feira

Mitchell se encontrará mais tarde, em Ramallah, Cisjordânia, com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.

Retomada de diálogo

O enviado especial da Casa Branca para o Oriente Médio, George Mitchell, se reuniu na última quinta-feira em Jerusalém com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pela segunda vez em 24 horas com o objetivo de buscar a retomada do processo de paz na região.

A reunião com Netanyahu durou várias horas, mas o gabinete do primeiro-ministro de Israel não forneceu informações sobre a mesma. Fontes diplomáticas americanas tampouco quiseram dar detalhes sobre o encontro.

Pouco antes, Mitchell se reuniu em Tel Aviv com o ministro da Defesa de Israel e ex-chefe do Governo, o trabalhista Ehud Barak. Na reunião, de uma hora de duração, ambos analisaram as vias para retomar o diálogo indireto sob mediação, denominado no jargão americano "conversas de proximidade". Eles também discutiram meios para impulsionar as negociações rumo a encontros diretos entre as duas partes.

O propósito das ações do enviado de Washington é preparar o processo de paz entre as partes após 16 meses de rompimento, resultado da ofensiva militar lançada por Israel na Faixa de Gaza em dezembro de 2008 e janeiro de 2009.

Mitchell deve fazer as vezes de mediador entre israelenses e palestinos em uma tentativa de amenizar as tensões e estimular as negociações diretas. Por enquanto, tanto israelenses quanto diplomatas americanos reconhecem que o processo de negociação sob mediação americana não será muito diferente das últimas tentativas de Mitchell para aproximar as posições de Jerusalém e Ramallah.

No sábado, Mitchell continuará seu trabalho na capital administrativa da Cisjordânia com encontros diversos com líderes palestinos, antes de encerrar sua visita à região no domingo.

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