Shimon Peres confia mais na economia do que nos tanques para alcançar a paz

Jerusalém, 5 mai (EFE).- O presidente israelense, Shimon Peres, disse hoje que seu país deveria confiar mais na economia para alcançar a paz com os palestinos do que na política ou nos tanques.

EFE |

Em entrevista coletiva para correspondentes estrangeiros em sua residência em Jerusalém, Peres reconheceu que ainda há "muitos obstáculos" nas atuais negociações políticas entre israelenses e palestinos, lançadas na cúpula em Annapolis (EUA) realizada em novembro do ano passado.

"Não podemos agir como se tivéssemos tempo, porque não temos", advertiu o presidente, em referência ao compromisso de fechar um acordo de paz este ano alcançado nesta reunião pelos líderes israelenses e palestinos.

Peres disse que uma das dificuldades do atual processo de paz é que é preciso negociar tanto com "seu oponente" quanto com "seu próprio povo", no sentido de alcançar um compromisso aceitável para os líderes palestinos e para a sociedade israelense.

O chefe de Estado israelense evitou responder à pergunta de um jornalista sobre se, dentro destas negociações, aceitaria uma eventual divisão de Jerusalém, cuja parte leste é reivindicada pelos palestinos como capital de seu futuro Estado.

Além disso, rejeitou a idéia de que Israel converse com o movimento islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza, por considerar que é "como falar com uma parede".

"Se o Hamas fizesse parte das negociações, os palestinos nunca teriam um Estado", disse, após um discurso no qual repassou os 60 anos de história do Estado de Israel, comemorados nesta quinta-feira.

Sobre o Irã, Peres advertiu do "pesadelo para todo o mundo" que representaria um regime que combinasse "uma lógica de fanatismo, a bomba nuclear e a promoção do terrorismo".

"Seria mais complicado do que na época dos nazistas, porque então não tinham a bomba nuclear", disse.

No entanto, disse que é contra a opção militar contra Teerã e defende por uma pressão diplomática "unida" por parte da comunidade internacional contra esse país. EFE ap/an

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