Shiatzy Chen leva inspiração chinesa à passarela de Paris

Paris, 5 out (EFE) - A criatividade chinesa em todo seu esplendor tomou hoje conta do último dia da coleção prêt-à-porter para a primavera-verão 2009 em Paris graças à poética taiuanesa Shiatzy Chen, horas antes de Alber Elbaz consolidar seu triunfo em Lanvin com uma elegância que não passa só pelo preto.

EFE |

Os dois estilistas foram ovacionados por seus respectivos públicos, o de Shiatzy Chen para festejar com uma sinceridade rara a beleza de sua primeira coleção em Paris.

Como pressagiava a pintura sobre seda de seu convite, a coleção foi esplendorosa em seu conjunto e nos detalhes.

Os volumes dos modelos remontam ao dos vasos antigos e, no entanto, são claramente futuristas.

Mestres como Cristóbal Balenciaba ou Christian Dior inspiraram modelos, mas sem serem copiados ou minimizados.

O "novo look" de Shiatzy Chen transferiu sua inspiração ao século XXI, em harmonia com a tradição milenar chinesa, até alcançar uma elegância e modernidade surpreendentes.

Os longos foram diversos, do short-saia muito curto, ao vestido muito comprido atrás e muito curto na frente, ou ao levemente ondulado.

Nas palavras da artista, a matéria-prima usada "é frágil, quase sólida", permanente e momentânea ao mesmo tempo, "precisa, mas desconstruída".

O branco foi uma constante na coleção, em vestidos e calças monocromáticas ou ilustrado com pinceladas, detalhes ou peças de cores vivas, verdes, laranja, azul, rosa, vermelho, "homenagem ao passado através de tons modernos".

Com objetivos e inspirações opostas, o estilista russo Igor Chapurin mostrou hoje no Carrousel du Louvre uma coleção abertamente beligerante, precedida por uma passarela que se transformou, por alguns minutos, em uma tela onde foram exibidas batalhas medievais e eventos guerreiros, como os que inspiraram seus modelos.

Com eles, a mulher Chapurin demonstrará ao mundo que ganhou, certamente em parte graças às minissaias encouraçadas, de cor areia, marrom, vermelho escuro e, com certeza, preto, graças, também, às suas poderosas ombreiras, aliadas a acessórios metálicos.

Já Elbaz, nascido em Casablanca e formado em Israel, artista escolhido pelo próprio Yves Saint Laurent para sucedê-lo, conquistou a platéia da Lanvin na cada vez mais cotada passarela provisória instalada junto ao Sena entre a Torre Eiffel e o Trocadero.

Apesar de o preto ser sua cor favorita, ele mostrou hoje modelos em ons de verdes, laranjas, azuis e rosas, pastéis ou não, que também podem ser sinônimo de máxima elegância, da mesma forma que o branco e seus contrastes.

Sobre a passarela, a mulher Elbaz-Lanvin do verão triunfou com modelos acima dos joelhos e calças em alturas muito próximas.

Segundo o "Journal du Textile", o estilista ficou em segundo lugar na categoria de criadores mais inovadores.

À frente dele ficou Nicolas Ghesquière, diretor artístico da Balenciaga, que depôs Jean-Paul Gaultier após 18 anos contínuos no posto.

O verão 2009 da Lanvin terá, certamente, o famoso vestido de noite preto, mas também por saias pretas ou brancas e por um festival de cores que seguirão o corpo feminino muito de perto.

As matérias-primas serão nobres, incluindo as lantejoulas e as pedras semipreciosas incrustadas. EFE lg/db

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