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Insurgentes islamitas somalis, os shebab, anunciaram nesta sexta-feira, em Mogadíscio, que vão enviar seus combatentes ao Iêmen para ajudar os adeptos da Al-Qaeda em sua luta contra as forças governamentais.

Sheikh Mukhtar Robow Abu Mansur, um alto dirigente dos shebab, fez este anúncio no norte de Mogadíscio, onde os jovens combatentes treinam para a Guerra Santa contra os inimigos de Alá, segundo suas palavras.

"Nós dissemos a nossos irmãos muçulmanos no Iêmen que vamos atravessar o mar para ajudá-los a combater os inimigos de Alá", declarou.

As autoridades iemenitas afirmam que suas forças mataram mais de 60 militantes islamitas supostamente pertencentes à Al-Qaeda na ofensiva lançada de 17 a 24 de dezembro no centro do país e na região de Sanaa.

Esses confrontos acontecem quando o Iêmen pede a ajuda do Ocidente para lutar contra a presença de centenas de militantes da Al-Qaeda no país, pátria do chefe da rede terrorista, Osama bin Laden.

"É preciso trabalhar em estreita colaboração para combater o terrorismo", declarou terça-feira à noite o ministro iemenita das Relações Exteriores, Abdallah al-Kurbi.

Os Estados Unidos aumentaram sua ajuda militar e econômica ao Iêmen, diante da crescente ameaça da rede terrorista Al-Qaeda e após o atentado frustrado contra um avião comercial.

O nigeriano Umar Faruk Abdulmutallab, de 23 anos, disse ao FBI que foi treinado por uma célula da rede Al-Qaeda no Iêmen para detonar um explosivo no voo que seguia de Amsterdã para Detroit no Natal.

No ano fiscal de 2010, a ajuda dos Estados Unidos ao Iêmen para desenvolvimento e segurança deve chegar aos 63 milhões de dólares, contra 40,3 milhões de dólares em 2009, segundo o porta-voz do departamento de Estado Darby Holladay.

Nesta sexta, o primeiro-ministro britânico Gordon Brown lançou um chamado para a realização, em 28 de janeiro, uma reunião internacional sobre o Iêmen e a luta contra o terrorismo, paralelamente à já prevista conferência sobre o Afeganistão.

"Gordon Brown convidou os dirigentes internacionais para uma reunião de alto nível para discutir a melhor maneira de lutar contra a radicalização dos militantes no Iêmen", afirma um comunicado de Downing Street.

kah/cn

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