Shaul Mofaz, um ministro linha-dura

O ministro dos Transportes Shaul Mofaz, que disputará em setembro a presidência do partido Kadima, é considerado um linha-dura, partidário da força contra os palestinos e de uma campanha militar contra o Irã.

AFP |

Nascido em 4 de novembro de 1948 no Irã, Mofaz chegou a Israel quando tinha nove anos. Aos 18, ele se alistou com os pára-quedistas, e combateu contra os exércitos árabes durante a guerra dos seis dias de 1967.

Ao lado de Benjamin Netanyahu, o líder da oposição, de Ehud Barak e de Matan Vilnai, respectivamente ministro e vice-ministro da defesa, ele participou em 1977 da operação Entebbe, um dos maiores sucessos do Exército de Israel, que permitiu a libertação de uma centena de reféns na Uganda.

Em 1982, ele participou da campanha militar do Líbano.

Em 1986, ele acedeu às altas esferas do comando do Exército, tornando-se comandante das Brigadas de Pára-quedistas e em seguida chefe das regiões militares centro e sul de Israel. Em 1998, ele se tornou o 16º chefe de estado-maior, antes de assumir o ministério da Defesa de 2002 a 2006.

Considerado um 'franco-atirador', Mofaz denunciou publicamente os acordos de Oslo (1993) sobre a autonomia palestina, qualificando o pacto de "pior erro já cometido por Israel".

Convencido de que Israel não pode se permitir outro erro semelhante, ele defende uma posição linha-dura contra os palestinos.

Depois de um atentado mortífero no norte de Israel que deixou 29 mortos em março de 2002, ele mobilizou o Exército, que reocupou a Cisjordânia.

Foi sob sua direção que Tsahal invadiu Jenin, na maior campanha militar conduzida nos territórios palestinos desde 1967.

Considerando que a Autoridade Palestina é dirigida por "terroristas", ele pediu ao então-primeiro-ministro, Ariel Sharon a expulsão do chefe histórico dos palestinos Yasser Arafat, na época cercado em seu quartel-general de Ramallah.

Sobre o Irã, Mofaz defende uma campanha militar contra as instalações nucleares se as negociações para acabar com o programa de enriquecimento de urânio não tiverem sucesso.

"Não poderá haver nenhum acordo ou diálogo com o Irã se o processo de enriquecimento continuar. Está claro que todas as opções continuam na mesa", declarou o ministro nesta quinta-feira.

"Se o Irã seguir adiante com seu programa nuclear, o atacaremos", havia afirmado Mofaz em junho ao jornal Yediot Aharonot.

Shaul Mofaz é casado e pai de quatro filhos.



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