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Sharif recusa apoio a Zardari, e promete oposição construtiva no Paquistão

Islamabad, 28 ago (EFE).- O líder da Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N), Nawaz Sharif, reiterou hoje que não apoiará a candidatura presidencial do dirigente do governamental Partido Popular do Paquistão (PPP), Asif Zardari, na votação do próximo dia 6 de setembro, e descartou voltar ao Governo.

EFE |

Segundo disse à agência Efe um porta-voz da PML-N, Zardari pediu hoje por telefone a Sharif que apóie sua candidatura à Presidência e que sua legenda volte ao Executivo.

"Sharif lhe disse que a decisão de abandonar o Governo é irrevogável, e que com o descumprimento de suas promessas o PPP foi demais longe", revelou o porta-voz da PML-N, Sidiqui Farouk.

Segundo a fonte, Sharif decidiu ligar para Zardari para "expressar-lhe sua gratidão pelos bons sentimentos" mostrados durante seu pedido de desculpas público na televisão estatal, em 25 de agosto, após a ruptura do Governo de coalizão paquistanês.

O PML-N se retirou nesse dia do Executivo perante a resistência do PPP a reabilitar os magistrados do Tribunal Supremo expulsos em 2007 por Pervez Musharraf, que renunciou como presidente no dia 18.

Na breve conversa, Sharif comunicou a Zardari que "o PML-N não criará problemas nem tentará desestabilizar o Governo do PPP", mas fará "uma oposição construtiva".

Além disso, Sharif descartou a possibilidade de apoiar a candidatura de Zardari, viúvo da ex-primeira-ministra assassinada Benazir Bhutto, e lembrou que sua legenda já indicou como candidato o ex-chefe do Supremo Saeeduzzaman Siddiqui.

A Comissão Eleitoral aprovou hoje as candidaturas de Zardari, Siddiqui, das suplentes de cada partido e do aspirante da opositora Liga Muçulmana do Paquistão-Quaid (PML-Q), o senador Mushahid Hussain.

Hussain convocou hoje Zardari para um "debate público sobre assuntos de interesse geral", e disse que "nenhuma pessoa acusada de corrupção deveria ser presidente", segundo a cadeia privada de televisão "Dawn TV".

Um colégio eleitoral formado pelos legisladores do Parlamento e das quatro assembléias provinciais se encarregará de escolher o sucessor de Pervez Musharraf na Presidência, agora ocupada de maneira interina pelo chefe do Senado, Mohamadmian Sumro. EFE igb/gs

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