Sharif anuncia acordo para restituir juízes paquistaneses

Islamabad, 22 ago (EFE).- O líder da Liga Muçulmana do Paquistão-Nawaz (PML-N) e membro do Governo paquistanês, Nawaz Sharif, anunciou hoje que, na próxima segunda-feira, será apresentada no Parlamento uma resolução para restituir os cargos dos juízes expulsos pelo ex-presidente Pervez Musharraf.

EFE |

A resolução é fruto de um acordo entre o PML-N e a principal força do Governo, o Partido Popular do Paquistão (PPP).

Em entrevista coletiva, Sharif disse que, após ser debatida, a resolução precisa ser aprovada na próxima quarta-feira, "que deve ser o dia da restituição dos juízes".

Musharraf expulsou dezenas de juízes quando impôs o estado de exceção no país, em 3 de novembro de 2007, após acusá-los de ingerência em assuntos políticos.

Entre os expulsos, estava o então presidente do Supremo paquistanês, Iftikhar Chaudhry, que tinha um recurso contra a reeleição de Musharraf a um possível segundo mandato presidencial.

Mas o Supremo também apurava um caso contra a anistia que Musharraf havia concedido à antiga líder do PPP, a falecida Benazir Bhutto, e a seu marido e atual chefe do partido, Asif Zardari, e que permitiu o retorno de ambos do exílio.

O PPP se mostrou duvidoso quanto à restituição dos juízes, uma decisão que o PML-N exige como condição para permanecer no Governo.

A entrevista coletiva contou com a presença de Sharif e dos dirigentes dos dois partidos minoritários do Governo, mas nenhum do PPP.

Segundo sua versão, a resolução que será apresentada no Parlamento vai ser redigida por um comitê formado por membros do PPP e do PML-N.

Os dois partidos haviam se comprometido, no último dia sete, a reintegrar os juízes em seus cargos "imediatamente após" a saída do poder de Musharraf, que renunciou na segunda-feira passada.

O porta-voz do PML-N, Sidiq Farouk, assegurou à Agência Efe que a resolução pode ser redigida "em uma hora", mas evitou responder se o PPP está totalmente de acordo com os termos que Sharif exige.

A direção do PPP começou esta tarde uma reunião para debater tanto o assunto dos juízes quanto o candidato sucessor de Musharraf à Presidência na eleição convocada para 6 de setembro. EFE igb/fh/gs

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