Berlim, 15 fev (EFE).- Nem Leonardo DiCaprio, nem Ewan Mcgregor, nem Pierce Brosnan ou tampouco Ben Stiller: o galã dos galãs do 60º Festival Internacional de Cinema de Berlim é o astro de Bollywood Shah Rukh Khan, único entre os atores que passaram pelo tapete vermelho que provocou suspiros.

Khan não foi ao Festival com um de seus musicais, mas com "My Name is Khan", uma alegação contra a islamofobia. O filme foi o que mais gerou polêmica entre seus admiradores, como ressalta a imprensa berlinense.

Ao bulício diante do hotel onde Khan estava, seguiram os tumultos na noite de estreia, na sexta-feira em Berlim, e o assédio midiático nas sucessivas festas pelas quais passou.

"A única gritaria autêntica, como nos velhos tempos dos festivais, foi desencadeado por ele", comentou à Agência Efe Matthias Killing, estudante de Politologia e um dos rapazes que fiscalizam o tapete vermelho noite a noite, com experiência de quatro edições do Festival.

Com DiCaprio houve o alvoroço consequente, "mas sobretudo por parte de fotógrafos e de câmeras, que o chamavam a gritos para que olhasse às câmeras", diz Killing, que se denomina a si próprio como especialista do tapete vermelho.

Seguiram-no em intensidade Ewan Mcgregor, depois Pierce Brosnan e, bem longe deles, a quarta estrela de Hollywood que até agora passou por Berlim, Ben Stiller.

Mas o que provocou suspiros das fãs foi Khan, que motivou uma gritaria ensurdecedora entre as jovens e não tão jovens que esperavam pelo ídolo. Bollywood venceu Hollywood no 'quesito galã'.

Khan não canta nem dança no filme que apresentou, mas isso não diminuiu o impacto de sua passagem por Berlim, como não se cansa de repetir o diretor do Festival, Dieter Kosslick.

Segundo Kosslick, o indiano Khan é o único ator do mundo com 1 bilhão de fãs - os de seu país mais os amantes de Bollywood de todo o mundo. EFE gc/sa

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