Sexta fase de eleição na Caxemira tem pequenos distúrbios

Nova Déli, 17 dez (EFE).- A sexta e penúltima fase das eleições para a Assembléia Regional da Caxemira, no norte da Índia, foi realizada hoje, com 63% de participação, de 1,16 milhão de eleitores, e distúrbios menores, informou a Comissão Eleitoral.

EFE |

Em Anantnag e Kulgam, dois dos 16 distritos eleitorais onde ocorreram eleições hoje, e onde grupos separatistas haviam anunciado protestos para boicotar a votação, houve manifestações e choques de seguidores de partidos rivais.

Além disso, no distrito de Doda, a Polícia feriu cerca de 12 manifestantes ao tentar dispersá-los.

As eleições se desenvolvem em sete fases, que começaram em17 de novembro e terminarão em 24 de dezembro.

Na fase de hoje, que deve escolher 16 dos 87 membros que integram a Assembléia, se apresentaram 271 candidatos, entre eles os ex-chefes governadores regionais Mohammed Sayeed e Ghulam Nabi Azad, assimcomo 10 mulheres, informou o canal "NDTV".

Cerca de 30 mil soldados foram mobilizados nas proximidades dos 1.268 centros eleitorais para evitar distúrbios.

Enquanto isso, grupos paramilitares mataram dois comandantes do grupo separatista Hizbul Mujahedin no distrito de Pulwama, fora das 16 circunscrições que tiveram eleições, segundo uma fonte policial citada pela "Ians".

"Rayis Kachru e outro comandante do Hizbul, identificado como Ashfaq morreram nesta operação, na qual não se registrou nenhuma baixa entre as forças de segurança", acrescentou.

A Caxemira permanece sob intervenção do Governo central desde julho passado, após a ruptura da coalizão formada pelo Partido do Congresso, de Sonia Gandhi, e o caxemiriano Partido Democrático Popular (PDP).

A ruptura dessa aliança aconteceu após uma série de protestos, nos quais 40 pessoas morreram, pela cessão de terrenos à organização da peregrinação ao templo hindu de Amarnath.

A Índia e o Paquistão disputam a Caxemira, território de maioria muçulmana, desde a independência e partilha do subcontinente em 1947.

A tensão entre os dois países aumentou nas últimas semanas depois dos atentados do 26 de novembro em Mumbai, que o Executivo indiano atribui ao grupo separatista caxemiriano com base no Paquistão Lashkar-e-Toiba. EFE mb-amp/jp

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