Madri, 14 jan (EFE).- Os períodos de crise econômica fazem com que as pessoas fiquem mais conservadoras em seus comportamentos sexuais, segundo o professor de Sociologia da South Bank University de Londres, Jeffrey Weeks.

Autor de vários livros sobre a influência social na sexualidade, Weeks assegurou hoje à Agência Efe que, diante da instabilidade financeira, as pessoas passam a ter posturas "mais fundamentalistas" em matéria sexual.

Já nos momentos em que a economia está forte, as pessoas se sentem mais relaxadas e abertas a comportamentos sexuais diferentes dos tradicionais e formas alternativas de convivência familiar, acrescentou.

O professor disse ainda que a falta de dinheiro não provoca "retrocessos" na abertura da mentalidade registrada nos últimos 30 anos.

Weeks acredita que a aceitação das diversas tendências sexuais está "profundamente arraigada à vida cotidiana", e por isso a crise não vai gerar uma involução social.

Em sua opinião, as pessoas entendem agora novos modelos de família diferentes ao casamento heterossexual defendido pela Igreja como a única união sexual legítima entre seres humanos.

Para o sociólogo, "o moralismo é o maior inimigo" de uma sexualidade saudável, na qual o importante não é o tipo de atos praticados, mas o respeito mútuo e de outras pessoas.

Weeks sustenta também que a concepção que temos da sexualidade é determinada pelo doutrinamento religioso e político, que marcam o correto ou incorreto em detrimento da liberdade de escolha. EFE ad/mh

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