Seul vê compromisso nuclear de Pyongyang como avanço, mas pede ações

É pouco provável que a própria Coreia do Norte retorne à mesa multilateral de negociações antes de obter a ajuda alimentícia prometida, diz fonte

EFE |

A Coreia do Sul indicou nesta quinta-feira que o acordo alcançado por Coreia do Norte e Estados Unidos, que inclui uma moratória nuclear do país comunista, abre a "primeira porta" ao reatamento do diálogo de seis lados para o desarmamento atômico de Pyongyang.

No entanto, ressaltou que as conversas multilaterais não poderão ser retomadas apenas com "uma promessa no papel", segundo indicou uma fonte oficial sul-coreana em declarações recolhidas pela agência "Yonhap".

"A Coreia do Norte aceitou nossa reivindicação de passos prévios rumo à desnuclearização. Isso é um bom sinal de que as discussões avançaram de forma satisfatória de um modo relativamente rápido, como queríamos", indicou a fonte, que não foi identificada.

A fonte insistiu, no entanto, que é necessário que os compromissos sejam aplicados de forma ativa, e considerou pouco provável que a própria Coreia do Norte retorne à mesa multilateral de negociações antes de obter a ajuda alimentícia prometida.

O diálogo de seis lados, do qual participavam as duas Coreias, EUA, China, Japão e Rússia, está estagnado desde o final de 2008, e até agora as tentativas para reativá-lo e avançar rumo à desnuclearização norte-coreana foram infrutíferas.

Coreia do Norte e EUA anunciaram nesta quarta-feira, de forma simultânea, que, em conversas mantidas na semana passada em Pequim, alcançaram um acordo pelo que Pyongyang aceita a suspensão temporária de seu programa de urânio, seus testes nucleares e seus lançamentos de mísseis em troca de ajuda alimentícia.

Os EUA se comprometeram a oferecer 240 mil toneladas deste tipo de assistência em um programa que, segundo Washington, estará vinculado ao progresso da moratória e ao grau de colaboração do regime norte-coreano com os inspetores da ONU, que poderão visitar novamente o país.

    Leia tudo sobre: COREIAS NUCLEAR

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG