Seul propõe normalizar reuniões de famílias separadas pela guerra

A declaração será feita após regime norte-coreano ter pedido uma nova rodada desses encontros para este mês

EFE |

O governo da Coreia do Sul proporá a realização de reuniões frequentes de famílias separadas pela Guerra da Coreia (1950-1953). A declaração foi feita um dia depois de o regime norte-coreano ter pedido uma nova rodada desses encontros para este mês .

Fontes oficiais sul-coreanas citadas neste domingo pela agência local "Yonhap" indicaram que essa será a resposta do governo de Seul à proposta expressada no sábado pelo regime comunista da Coreia do Norte.

Segundo informou no sábado a agência oficial norte-coreana "KCNA", a Cruz Vermelha da Coreia do Norte defendeu uma nova rodada de encontros familiares no monte norte-coreano de Kumgang durante a semana festiva de Chuseok, celebrada dentro de duas semanas.

No entanto, um porta-voz do Ministério de Unificação sul-coreano considerou neste domingo que essa data não é factível pois esses tipos de reuniões requerem pelo menos um mês para ser organizadas.

A proposta do regime  de Pyongyang foi feita quando as relações com a Coreia do Sul atravessam fortes tensões por conta do afundamento em março de um navio de guerra sul-coreano , em incidente que causou 46 mortes, e que, segundo Seul, foi causado por um torpedo lançado por um submarino norte-coreano.

A divisão da península ao término da Guerra da Coreia (1950-53) separou também milhares de famílias. Esses encontros contam com idosos que não puderam ver seus parentes por mais de meio século. O último encontro de famílias separadas aconteceu setembro de 2009, também na semana de Chuseok.

As reuniões de famílias separadas começaram em 2000, após a histórica cúpula em Pyongyang entre o então presidente sul-coreano, Kim Dae-jung, e o líder norte-coreano, Kim Jong-il. Durante esta década houve 17 encontros, que permitiram o reencontro de cerca de 20 mil pessoas dos dois lados da fronteira.

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