Seul não descarta intervenção norte-coreana em sua maior tragédia naval

Seul, 16 abr (EFE).- Seul deixou hoje aberta a possibilidade de que a Coreia do Norte esteja envolvida no afundamento de seu navio de guerra há três semanas, ao identificar uma explosão externa como causa de uma das maiores tragédias navais da história da Coreia do Sul.

EFE |

A especulação que Pyongyang pudesse estar por trás do afundamento ganhou terreno após os primeiros exames da popa da embarcação, recuperada ontem das águas do Mar Amarelo (Mar Ocidental), muito perto da disputada fronteira com a Coreia do Norte.

Seul, no entanto, evitou acusar diretamente o regime comunista norte-coreano à espera da conclusão definitiva dos especialistas, enquanto o ministro sul-coreano de Defesa, Kim Tae-Young, classificou o fato como um "assunto grave de segurança nacional".

Assumiu o compromisso de esclarecer o assunto com a colaboração internacional, para garantir a transparência e revelar as conclusões para que não restem dúvidas.

O chefe do grupo que investiga o incidente, o cientista Yoon Duk-yong, assegurou em entrevista coletiva que há "uma possibilidade muito alta" de que a explosão ter sido "externa". Por enquanto, continuam considerando "todas as possibilidades".

A embarcação de guerra "Cheonan", de 1.200 toneladas e com 104 marinheiros a bordo, afundou em 26 de março em águas próximas à fronteira marítima norte-coreana, após partir em dois por uma inesperada explosão.

No fato morreram 46 tripulantes, embora os corpos de oito deles não tenham sido resgatados. EFE ce/dm

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