Seul e Pyongyang concluem rodada de diálogo sobre Kaesong sem acordo

Seul, 2 jul (EFE).- A Coreia do Sul e a Coreia do Norte concluíram hoje, sem alcançar nenhum progresso, sua quarta rodada de diálogo bilateral para decidir o futuro do complexo industrial de Kaesong, situado em território norte-coreano, informou a agência sul-coreana Yonhap.

EFE |

Segundo o Ministério da Unificação sul-coreano, representantes das duas Coreias mantiveram apenas um encontro esta manhã, que durou cerca de uma hora e dez minutos, mas não retomaram a sessão à tarde, como tinham feito nos contatos anteriores, devido à rejeição norte-coreana.

"Achamos que as duas partes não conseguiram salvar as diferenças em suas posições", disse a porta-voz do Ministério da Unificação, Lee Jong-joo, que acrescentou que também não está fixada a data da próxima rodada de conversas.

Durante a reunião, a principal demanda de Seul foi a libertação do trabalhador sul-coreano da empresa Hyundai Asan, detido em 30 de março pelas autoridades norte-coreanas após criticar o regime comunista e incitar uma funcionária da Coreia do Norte a desertar.

Sobre isso, o ministro de Exteriores sul-coreano, Yu Myug-hwan disse que o tema será levado ao fórum regional da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), que será realizado na Tailândia, no final do mês, para pressionar Pyongyang.

O fórum terá a participação, além de dos dez membros da Asean, das duas Coreias, União Europeia, Estados Unidos, Japão, Rússia e China, entre outros.

Segundo o Ministério da Unificação sul-coreano, a Coreia do Norte insistiu em abordar principalmente o assunto do aluguel do terreno e aumentá-lo para US$ 500 milhões anuais, e se recusou a responder as propostas sul-coreanas sobre o detido sul-coreano.

Além disso, Seul reiterou sua rejeição à exigência de Pyongyang de aumentar de US$ 70 para US$ 300 o salário mensal de seus trabalhadores no parque industrial, onde 100 pequenas e médias empresas sul-coreanas empregam cerca de 40 mil trabalhadores norte-coreanos.

Pyongyang tinha reivindicado também um aumento de até US$ 500 milhões no aluguel do complexo durante 50 anos, apesar de que Seul já tinha pago US$ 16 milhões para seu uso durante o mesmo período.

O parque industrial de Kaesong, situado a cerca de 60 quilômetros de Seul, foi uma ideia do Governo de Kim Dae-jung iniciada em 2005 pelo presidente Roh Moo-hyun, recentemente falecido, e é considerado um símbolo da reconciliação entre as duas Coreias. EFE ce/an

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