Seul e Japão dizem que teste nuclear ameaça paz regional

GENEBRA (Reuters) - Coreia do Sul e Japão disseram nesta terça-feira que o novo teste nuclear norte-coreano representa uma grave ameaça à paz regional e também aos esforços internacionais contra a proliferação das armas atômicas. O embaixador sul-coreano para assuntos de desarmamento, Im Han-tauck, disse a uma conferência da ONU, um dia depois do teste subterrâneo norte-coreano, que a comunidade internacional deve enviar uma mensagem clara e forte a Pyongyang.

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"O teste nuclear (da Coreia do Norte) não só constitui uma séria ameaça à paz e a estabilidade na península coreana, no Sudeste Asiático e além, mas também representa um grave desafio ao regime internacional de não-proliferação", afirmou.

O embaixador japonês Sumio Tarui, e também os representantes de Austrália, Nova Zelândia e Rússia, ecoaram a preocupação nos discursos feitos à conferência de Genebra, que teve 65 participantes.

Tarui disse que o novo teste constitui uma "grave ameaça" à segurança do Japão, abalando seriamente a paz e a segurança da região e do mundo. Ele acrescentou que o teste viola a resolução 1.718 do Conselho de Segurança da ONU, datada de outubro de 2006, e constitui "um grande desafio ao regime internacional de não-proliferação nuclear."

O embaixador russo, Valery Loshchinin, alertou que o novo teste "levará a uma escalada de tensão no leste da Ásia", além de solapar o Tratado Abrangente da Proibição de Testes, que veta explosões nucleares subterrâneas.

Ele pediu a Pyongyang que prefira uma "política de diplomacia", e disse que o problema nuclear na região só poderá ser resolvido por meio de negociações multilaterais, atualmente abandonadas pela Coreia do Norte.

O encarregado de negócios norte-americano Garold Larson foi um dos poucos oradores na sessão de terça-feira que não se referiu à Coreia do Norte.

(Reportagem de Stephanie Nebehay)

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