Seul diz não ter informação sobre suposto anúncio norte-coreano

Seul, 19 out (EFE).- A Coréia do Sul disse hoje que seu serviço secreto não conseguiu confirmar as informações da imprensa japonesa de que a Coréia do Norte planeja fazer um importante anúncio nesta segunda-feira, informou a agência de notícias Yonhap.

EFE |

"Ouvimos os rumores sobre o anúncio iminente da Coréia do Norte, mas não tenho informação por enquanto", disse o porta-voz do Ministério da Unificação, Kim Ho-nyoun.

Segundo a imprensa japonesa, a Coréia do Norte fará um "importante anúncio" amanhã, num momento em que muito se especula sobre o estado de saúde do líder do regime comunista, Kim Jong-il, de 66 anos.

A imprensa japonesa, que cita várias fontes oficiais anônimas, especula que o anúncio pode ter a ver com o estado de saúde de Kim ou com as relações do regime comunista com a Coréia do Sul.

Em 9 de setembro, o líder norte-coreano não assistiu ao desfile militar com o qual o regime comemorou os 60 anos de sua fundação, o que despertou todo tipo de conjecturas sobre sua saúde.

Fontes do serviço secreto americano afirmaram na época que Kim tinha sofrido um derrame cerebral, havia sido operado e estava se recuperando aos poucos.

Em meio aos vários rumores, a Coréia do Norte criticou hoje o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, ao adverti-lo que a tensão entre as duas Coréias aumentará caso sejam suprimidas as forças democráticas de reunificação.

O jornal norte-coreano "Rodong Sinmun" escreveu hoje que se Lee for autorizado a cometer "o crime" de eliminar as forças de reunificação, "todas as forças democráticas para a reunificação serão destruídas e a ditadura fascista reviverá na Coréia do Sul".

"A extinção imprudente das forças democráticas de reunificação seria um desafio frontal aos sul-coreanos que querem uma nova política (...) e é um crime contra a nação e a reunificação", disse a publicação.

Segundo o jornal, Lee pode tentar acabar com a citada força alegando o estado suas relações com a Coréia do Norte.

Na quinta-feira, a Coréia do Norte ameaçou suspender todas as relações com a Coréia do Sul se o país vizinho der continuidade à sua política hostil para Pyongyang. EFE ce/sc

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