Seul adere à ação americana contra proliferação de armas

A Coreia do Sul vai se tornar membro pleno da iniciativa liderada pelos Estados Unidos contra a proliferação e o tráfico de armas de destruição em massa, anunciou nesta terça-feira o ministério sul-coreano das Relações Exteriores, após o teste nuclear norte-coreano.

AFP |

A Coreia do Norte afirmou, recentemente, que uma eventual participação de Seul na Iniciativa de Segurança contra a Proliferação (PSI) seria considerada como uma declaração de guerra.

O PSI autoriza, especialmente, a inspeção em alto mar de navios suspeitos de transportar material nuclear e outras armas de destruição em massa, mas também prevê manobras militares.

Seul, que mantinha apenas o status de observador do PSI para não provocar a Coreia do Norte, decidiu se tornar membro pleno do organismo depois do lançamento de um míssil balístico norte-coreano de longo alcance, em 5 de abril passado, mas voltou atrás na tentativa de retomar o diálogo bilateral.

Segundo a Yonhap, os dirigentes sul-coreanos concluíram que não há mais razão para adiar a adesão ao PSI após o teste nuclear da véspera.

O porta-voz da chancelaria sul-coreana, Moon Tae-Young, disse que a decisão visa a "enfrentar a ameaça que a proliferação das armas de destruição em massa e dos mísseis representa para a paz e a segurança do mundo".

O PSI, lançado pelo presidente George W. Bush em 2003, reúne cerca de 90 países.

jkw/LR

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