Seul acusa Coreia do Norte por naufrágio de navio

Segundo ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, "é evidente" a participação de Pyongyang no naufrágio

iG São Paulo |

O ministro sul-coreano das Relações Exteriores, Yu Myung-Hwan, afirmou nesta quarta-feira que é "evidente" a responsabilidade da Coreia do Norte no naufrágio, em março, de um navio de guerra e disse que existem provas suficientes para levar o caso ao Conselho de Segurança da ONU.

Ao ser perguntado por jornalistas se a Coreia do Norte era responsável pelo naufrágio, o chanceler respondeu: "Acredito que é evidente".

O ministro é a primeira autoridade sul-coreana a acusar oficialmente a Coreia do Norte pelo naufrágio do Cheonan, uma corveta de 1.200 toneladas, em 26 de março, na ilha de Baengnyeong, perto da fronteira marítima com o Norte, após uma explosão misteriosa que partiu a embarcação em duas.

AFP
Destroços do navio Cheonan foram içados em abril para investigação sobre naufrágio

Segundo a imprensa sul-coreana, especialistas internacionais encontraram fragmentos que seriam de um propulsor de torpedo com número de série ao estilo norte-coreano. As conclusões da investigação serão divulgadas ao público na quinta-feira.

Se confirmado, terá sido um dos incidentes mais graves entre os dois rivais desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53), e colocará mais pressão política sobre o presidente sul- coreano, Lee Myung-bak -- embora analistas não antevejam um conflito armado.

Naufrágio em abril

A embarcação militar Cheonan naufragou perto de um trecho de fronteira marítima disputada entre as duas Coreias.

Mesmo se a culpa for atribuída a Pyongyang, há pouco que Seul possa fazer, segundo analistas, porque uma reação militar poderia prejudicar a rápida recuperação econômica sul-coreana, além de fortalecer internamente o regime comunista norte-americano.

Sob o governo de Lee, a Coreia do Sul abandonou a ajuda incondicional ao Norte, de modo a pressionar o miserável vizinho a abrir mão de suas armas, especialmente as atômicas.

A reclusa Coreia do Norte negou envolvimento com o naufrágio na costa oeste da península, cenário de duas letais batalhas navais na última década. Pyongyang acusou Lee de usar o incidente para obter benefícios políticos antes das eleições locais sul-coreanas de junho.

* Com AFP e Reuters

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