Seul (1988): judô é ouro com Aurélio Miguel

Redação Central, 5 ago (EFE).- Depois da prata conquistada por Douglas Vieira em Los Angeles, o judô brasileiro subiu um degrau no pódio e, com Aurélio Miguel, chegou a seu único ouro nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988.

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Naquela edição, o Brasil também conseguiu o segundo lugar no atletismo, com Joaquim Cruz, e no futebol, com a equipe liderada pelo atacante Romário.

Miguel, que havia perdido o lugar em Los Angeles exatamente para Douglas Vieira, marcou a passagem brasileira por Seul com um ouro na categoria meio-pesado (95 kg). Outra boa participação do judô do país veio com Frederico Flexa, que chegou às quartas-de-final entre os pesados.

Já Joaquim Cruz, ouro nos 800 metros em Los Angeles, ficou desta vez com a prata na mesma prova, chegando atrás do queniano Paul Ereng, que iniciou a hegemonia de seu país nas corridas de média e longa distância.

O Brasil também conseguiu um bronze nos 200 metros, com o carioca Robson Caetano, que chegou em sexto lugar nos 100 metros. O atleta ainda ganharia mais uma posição na prova após a confirmação do doping por anabolizantes do vencedor, o canadense Ben Johnson, no maior escândalo dos Jogos de Seul.

A seleção de futebol armou um grande time treinado por Carlos Alberto Silva e que contava com jogadores como Romário, Bebeto, Taffarel, Jorginho, Neto, Andrade, Valdo, Mazinho, Geovani, Luis Carlos Winck, entre outros. A equipe teve uma campanha impecável até a decisão, contra a União Soviética.

Na final, Romário - que se sagraria artilheiro do torneio, com sete gols - abriu o placar, mas os soviéticos - que contavam com o goleiro Kharin, o zagueiro Gorlukovich e o atacante Dobrovolsky - viraram o jogo na prorrogação e levaram o ouro.

O atacante brasileiro e Kharin voltariam a se encontrar na Copa do Mundo dos Estados Unidos, em 1994. Romário marcou um dos gols da vitória de 2 a 0 do Brasil sobre a Rússia, na estréia das duas equipes na competição.

Já o iatismo se afirmou como importante fonte de medalhas para o Brasil, com dois bronzes: Torben Grael e Nélson Falcão na classe Star e Lars Grael e Clinio Freitas na Tornado. Além disso, José Paulo Dias, José Augusto Dias e Christoph Bergman chegaram em quinto na classe Soling; e a dupla formada por Alan Adler e Marcus Temke terminou em sétimo na Flying Dutchman.

O basquete, vindo de uma medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, no ano anterior, batendo os americanos na decisão, não foi tão longe quanto o esperado. A equipe de Oscar, Marcel, Pipoca, Paulinho Villas Boas, Guerrinha entre outros, demonstrou grande poder ofensivo, marcando mais de 100 pontos em sete das oito partidas, mas terminou o torneio apenas em quinto, após derrotas para espanhóis, americanos e soviéticos.

Quem também voltou sem medalhas foi o vôlei. O masculino ficou em quarto lugar após perder para a Argentina na decisão do bronze, enquanto as mulheres alcançaram um bom sexto lugar.

Outras boas participações vieram no hipismo, com um oitavo lugar no salto por equipe; na natação, com mais um oitavo lugar, com Rogério Romero nos 200 metros costas; e no remo, com os irmãos Ricardo e Ronaldo Carvalho ficando em décimo no dois sem timoneiro.

A delegação brasileira, formada por 170 atletas, sendo 135 homens e 35 mulheres, competiu ainda no arco e flecha, boxe, ciclismo, esgrima, ginástica, levantamento de peso, luta greco-romana, luta livre, nado sincronizado, saltos ornamentais feminino, tênis, tênis de mesa e tiro. EFE ev/plc

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