Por Pascal Fletcher MIAMI (Reuters) - A reconstrução do Haiti após o catastrófico terremoto de janeiro deve gerar grandes contratos para empresas privadas especializadas em construção, logística, transporte e segurança, mas executivos dos Estados Unidos disseram que qualquer plano de negócios depende de uma estratégia clara de reconstrução.

Empresas voltadas para operações de auxílio após desastres e conflitos se reuniram nesta semana em Miami para avaliar as oportunidades de negócios oferecidas pela recuperação haitiana.

Alguns economistas dizem que o terremoto, que matou até 300 mil pessoas, foi o desastre natural mais letal dos tempos modernos. Especialistas e líderes empresariais concordam que será impossível reconstruir o país, que já era o mais pobre das Américas, sem a participação do setor privado.

"Não acho que exista qualquer opção senão trazer as empresas privadas para ajudarem a reconstruir o Haiti", disse à Reuters o executivo-chefe da Global Investment Summits, Kevin Lumb, de Londres, que organizou o evento em Miami.

"Acho que isso abre uma grande quantidade de oportunidades empresariais. A maior parte da infraestrutura deles está destruída, suas estradas, comunicações, edifícios, isso obviamente afetou o abastecimento de água, eletricidade, então tudo isso precisa ser reconstruído."

O evento de Miami foi promovido pela Associação Internacional das Operações de Paz, grupo de empresas que trabalham em zonas de conflito, pós-conflito e desastres. Seu presidente, Doug Brooks, disse que as estimativas de danos no Haiti são de 13 a 14 bilhões de dólares, o que dá uma ideia das oportunidades geradas pela reconstrução.

Brooks disse que a conferência de Miami esteve voltada para "coisas básicas" ao reunir fornecedores de serviços, grupos humanitários e outros interessados na reconstrução do Haiti.

Uma grande conferência de doadores internacionais para o Haiti está marcada para o dia 31 em Nova York.

"Quando as políticas aparecerem e o dinheiro começar a fluir para a reconstrução, vamos estar prontos", disse Brooks.

(Reportagem adicional de Jeff Mason, em Washington)

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