Setor político hondurenho lamenta que diálogo tenha fracassado

Tegucigalpa, 19 jul (EFE).- Representantes políticos e sociais em Honduras lamentaram hoje que o diálogo na Costa Rica não tenha servido para resolver a crise que afeta o país desde a deposição do presidente Manuel Zelaya por militares.

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Eles também expressaram ceticismo com o prazo de 72 horas que o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, pediu em sua condição de mediador para tentar enterrar o conflito.

"É de lamentar o ocorrido, tínhamos uma esperança de que se pudesse chegar a uma conclusão", afirmou à Agência Efe a deputada Doris Gutiérrez, do Partido Unificação Democrática (UD, de esquerda).

Ela não acredita que o panorama mudará no prazo pedido por Arias para tentar convencer o novo governante de Honduras, Roberto Micheletti, a aceitar sua proposta de restituir Zelaya, deposto em 28 de junho.

"O que temo é que o ambiente esquente, como dizemos popularmente.

Os grupos vão aumentar sua posição e acho que se gerará bastante problemática no interior do país, vai continuar o estado de sítio, os grupos de cada lado vão se entrincheirar", afirmou.

Ela disse que se Zelaya cumprir seu anúncio de retornar ao país, se "apresentará uma situação crítica", mas assegurou que entende a posição do líder deposto.

Juan Barahona, secretário-geral da Confederação Unitária de Trabalhadores de Honduras (CUTH), admitiu que não "tinha esperanças nas conversas".

"Já tinham fracassado desde a primeira reunião", afirmou, e disse que os diálogos "eram somente uma instância mais na luta popular".

"Não podemos permitir que os golpistas fiquem livres no país. O fracasso dessas conversas não significa que os golpistas estarão legalizados, que estarão consolidados", defendeu.

Barahona disse que a população seguirá com "a luta" nas ruas, e ratificou a convocação para amanhã de um protesto em frente à sede do Parlamento, em Tegucigalpa.

A segunda rodada de conversas que aconteceu em San José concluiu sem sucesso, mas Óscar Arias fixou um prazo de 72 horas para seguir trabalhando e achar uma solução ao conflito político em Honduras.

EFE lb/db

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