Setor de saúde propõe economia de US$ 2 trilhões para reforma de Obama

Washington, 11 mai (EFE).- Representantes do setor de saúde dos Estados Unidos, entre eles farmacêuticas, seguradoras e hospitais, apresentarão hoje ao Governo do país uma proposta que permitirá economizar em 10 anos US$ 2 trilhões na cobertura de saúde.

EFE |

Esta proposta, que será divulgada hoje em uma reunião com o presidente Barack Obama, na Casa Branca, representa um movimento sem precedentes na indústria sanitária dos EUA, que normalmente se mostrou reticente a este tipo de iniciativa.

Além disso, representa um claro respaldo para a reforma sanitária que o Governo de Obama planeja apresentar este mesmo ano e que está em discussão no Congresso.

Um dos grandes problemas da ambiciosa reforma sanitária de Obama é o elevado custo que representa estender de maneira universal a cobertura de saúde aos 50 milhões de pessoas que carecem de um seguro, e que poderia supor entre US$ 1,2 trilhão e US$ 1,5 trilhão.

Ao contrário do que aconteceu com a tentativa de reforma do sistema de saúde durante o Governo de Bill Clinton (1993-2001), agora a indústria do setor decidiu colaborar com o projeto, perante a constatação de que a reforma é importante para o país, segundo um alto funcionário do Governo que preferiu manter o anonimato.

Os detalhes serão conhecidos após o ato na Casa Branca. Sabe-se que as propostas elaboradas pela indústria permitirão reduzir em 1,5 ponto percentual o crescimento da despesa de saúde na qual incorre o país, o que representará um total de US$ 2 trilhões em dez anos.

Visto que a despesa de saúde cresce a um ritmo de 7% anual, a proposta supõe um corte no ritmo de crescimento de 20%.

Para o Governo de Obama, só com esta economia será possível reduzir o déficit fiscal que o país sofre, assim como liberar recursos para outras necessidades, como educação ou infraestrutura.

Após a reunião, o presidente Obama pronunciará um discurso no qual, segundo a Casa Branca, agradecerá o "compromisso voluntário" e "sem precedentes" adotado pela indústria de saúde do país.

"Não podemos continuar pelo mesmo perigoso caminho pelo qual caminhamos durante tantos anos, com os custos fora de controle.

Porque a reforma (sanitária) não é um luxo que possa ser postergado.

É uma necessidade que não pode esperar", dirá Obama, segundo um trecho do discurso divulgado pela Casa Branca. EFE pgp/ma

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