Setor agrícola argentino encerrará greve nesta semana

Por Nicolas Misculin BUENOS AIRES (Reuters) - Agricultores argentinos encerrarão nesta semana como planejado a greve de oito dias contra as políticas agrárias do governo, mas estão organizando uma nova leva de protestos, afirmou um dos líderes dos fazendeiros na quarta-feira.

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Pecuaristas e produtores agrícolas estão se recusando a vender gado e grãos em uma greve que paralisou os mercados de grãos locais e reviveu um amargo conflito que chamou a atenção do país no ano passado.

A greve terminará na sexta-feira, segundo Mario Llambias, presidente da Confederação Rural Argentina, um dos quatro grandes grupos de fazendeiros do país.

Mas os fazendeiros "continuarão com os protestos, marchando em diferentes províncias para mostrar que estão preocupados com as consequências dessas políticas falhas", explicou.

Llambias falou depois que líderes fazendeiros se reuniram para decidir se prorrogavam a greve depois do pedido de alguns fazendeiros para manter os protestos.

A Argentina é uma grande fornecedora global de milho, trigo e soja, mas analistas da indústria não enxergam a atual greve como um entrave às exportações multibilionárias porque a colheita está quase no fim e muitas usinas de moagem de soja possuem estoque suficiente.

Um aumento nos impostos sobre exportação se soja desencadeou um protesto rural em março de 2008, mas os fazendeiros também estão insatisfeitos com a queda das exportações e os controles de preços nos mercados locais. O novo protesto eclodiu depois que o presidente vetou parte de uma lei de auxílio contra a seca.

A forte seca em diversas áreas rurais argentinas afetou a última colheita de grãos e está ameaçando o trigo e o milho este ano, aumentando o sentimento de oposição ao governo.

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