Setor agrícola argentino adia protesto e espera negociação

Por César Illiano BUENOS AIRES (Reuters) - O setor agrário argentino, em disputa com o governo por causa da alta das taxas de exportação, decidiu neste sábado dar uma última oportunidade para a negociação antes de reiniciar o protesto nas estradas, que em março paralisou o comércio de grãos e carnes.

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Os produtores, reunidos em uma assembléia na cidade de Gualeguaychú, decidiram obedecer ao pedido dos líderes das quatro maiores entidades agrícolas do país e não farão protestos até terça-feira, quando haverá uma nova reunião com o governo para discutir a decisão.

A situação é acompanhada com atenção pelos mercados globais, já que a Argentina é uma das maiores produtoras de carne e grãos do mundo.

Após a paralisação de três semanas em março que desabasteceu grandes cidades de alimentos básicos e que se converteu na primeira grande crise política da presidente Cristina Fernández Kirchner, os produtores adotaram em 2 de abril uma trégua que chegou até quinta-feira sem maiores progressos.

Ainda que muitos produtores parecessem dispostos a voltar a bloquear estradas, Alfredo De Angeli, uma das referências do setor no interior do país, disse que a decisão tomada 'é um ato de força para que nossos dirigentes possam negociar'.

'Senhora presidente, a senhora tem a chave para colocar em marcha a roda da produção. Damos uma trégua até terça-feira à noite', acrescentou diante de centenas de produtores.

(Reportagem de César Illiano)

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