Cabul, 12 jan (EFE).- Pelo menos sete pessoas morreram e 12 ficaram feridas hoje em uma violenta manifestação de mil de pessoas no sul do Afeganistão contra uma suposta profanação do Corão por militares estrangeiros, informou à Agência Efe uma fonte oficial.

O subchefe do Conselho Provincial de Helmand, Haji Mohiuddin, explicou por telefone que os manifestantes tentaram atacar os escritórios do chefe do distrito de Garmsir e de uma das chamadas Equipes Provinciais de Reconstrução (PRT na sigla em inglês) das tropas internacionais.

Agentes da Polícia e soldados do Exército afegão e militares internacionais tentaram impedir as manifestações e, durante o confronto, sete pessoas morreram e pelo menos 12 ficaram feridas, segundo a fonte, que não pôde divulgar a identidade dos mortos nem o autor dos tiros.

O Ministério do Interior afegão confirmou a manifestação, mas por enquanto não se pronunciou sobre o número de vítimas.

Uma testemunha citada pela agência afegã "AIP" afirmou que as forças estrangeiras atiraram contra a multidão e mataram dez pessoas em Garmsir, localidade da conflituosa província de Helmand.

Em comunicado, a Força Internacional de Assistência para Segurança (Isaf), missão militar sob comando da Otan, informou que durante o protesto um "franco-atirador rebelde" disparou contra um oficial afegão e os soldados internacionais mataram-no.

"Não houve demais feridos nem tiros", afirmou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Sobre o motivo do protesto - a suposta profanação do Corão em uma operação das forças multinacionais na zona no domingo passado -, a Isaf negou estas acusações, embora disse que as levou muito a sério e se mostrou favorável em iniciar uma investigação junto às autoridades afegãs.

"A Isaf é uma força internacional que inclui soldados muçulmanos e deploramos uma ação assim sob qualquer circunstância", disse o porta-voz da Otan Michael Regner.

As áreas de Helmand e de Kandahar abrigam alguns dos principais redutos da insurgência talibã e, por isso, são locais onde as forças internacionais lançam frequentes ofensivas militares. EFE nh/sa

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