Sete hospitais de campanha chegam a Porto Príncipe

Genebra, 17 jan (EFE).- Sete hospitais de campanha enviados por diferentes países já chegaram à capital haitiana, Porto Príncipe, onde uma das maiores prioridades é atender os milhares de feridos pelo terremoto do terça-feira, disse uma fonte da ONU.

EFE |

Elizabeth Byrs, porta-voz do escritório humanitário da ONU, disse à Agência Efe que "três desses hospitais de campanha já estão plenamente em operação".

Já estão em funcionamento hospitais de campanha vindos de Israel, Bélgica e Rússia. Também já chegaram outros de Brasil, Jordânia e Colômbia, mas que ainda não operam.

A porta-voz disse que já está em andamento a distribuição de água potável, com 33 caminhões-pipa chegados por terra da vizinha República Dominicana.

Byrs disse que, para facilitar a chegada da ajuda, estão sendo usados dois pequenos aeroportos dominicanos, em Barahona e em San Isidro, de onde a ajuda segue por terra até o Haiti.

Além disso, a ONU está instalando em Porto Príncipe um campo para receber cerca de 200 trabalhadores do organismo que chegaram ao país para os trabalhos de ajuda.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) informou hoje que instalou banheiros para o uso de mil pessoas e distribuiu kits de material para dois mil pacientes em dois hospitais. A entidade aguarda para esta noite a chegada de sete caminhões com mais material médico.

Cerca de 500 funcionários da rede internacional Cáritas estão distribuindo 30 mil litros de água potável, assim como pacotes de alimentos, cobertores e tendas, a mais de 50 mil pessoas em Porto Príncipe.

A ONG espera para amanhã a chegada de um avião da Cáritas Alemanha e da Cáritas Suíça com kits sanitários para 80 mil pessoas, 33 tendas de campanha, 20 mil galões de água e quatro milhões de tabletes de purificação de água.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah, a missão da ONU no Haiti, morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor. EFE vh/bba

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