Sessenta jornalistas morreram em 2008, menos que em 2007 (RSF)

Sessenta jornalistas morreram no exercício da profissão em 2008, um número inferior ao de 2007, segundo balanço anual publicado nesta terça-feira pela Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

AFP |

Embora os dados "não sejam tão alarmantes como nos anos anteriores", a organização de defesa da liberdade de imprensa afirmou que a situação ainda é "globalmente ruim".

Em 2008, 60 jornalistas e um colaborador da imprensa morreram, indicou a RSF, que contabilizou os casos nos quais o vínculo entre a profissão da vítima e sua morte foi provado ou pelo menos era "altamente provável".

O dado supõe uma nítida queda em relação a 2007, quando 86 jornalistas e 20 colaboradores da imprensa morreram no exercício da profissão.

O Iraque, com 15 repórteres mortos, o Paquistão, com sete, e as Filipinas com seis foram os países mais cruéis para os jornalistas em 2008.

Na África, três jornalistas morreram este ano, contra os 12 do ano passado. Mas a queda pode ser explicada sobretudo "pela renúncia de inúmeros profissionais a exercer sua profissão, assim como pelo desaparecimento progressivo da imprensa em zonas de conflito, como na Somália, segundo o RSF.

ber/lm

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