Sessão solene marca início de nova legislatura no Parlamento espanhol

Madri, 16 abr (EFE).- A 9ª legislatura da democracia na Espanha foi aberta hoje em uma sessão solene no Parlamento, na qual o rei Juan Carlos pediu às Câmaras que trabalhem com perseverança para alcançarem o consenso nas grandes políticas de Estado, priorizando a luta contra o terrorismo e a situação econômica.

EFE |

Em seu discurso o monarca afirmou que "a luta contra o terrorismo ocupará um lugar crucial" e destacou que a unidade de todas as forças da democracia é uma das "reivindicações mais unânimes e insistentes" da sociedade espanhola, "uma obrigação de todos os democratas e um dever frente às vítimas e suas famílias".

Sobre a situação econômica, afirmou que o nível de emprego e a proteção social são situações diante das quais se deve reagir "com grandeza, diálogo, coesão e solidariedade" para retomar a dinâmica dos "altos níveis de crescimento e bem-estar" acumulados em mais de uma década.

O monarca também pediu que se aumentem os esforços para fortalecer os laços com os países ibero-americanos e com especial atenção ao Mediterrâneo e às relações transatlânticas, à Ásia e à África, além da cooperação com os países em desenvolvimento.

A sessão solene no Congresso dos Deputados foi presidida pelo rei Juan Carlos, acompanhado por outros membros da família real, e na presença do presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, componentes do Executivo, deputados e senadores.

A nova legislatura terá mais uma vez um Governo socialista, liderado pela segunda vez por Zapatero, que montou um Gabinete composto em sua maioria por mulheres - nove ministras e oito ministros -, com uma ministra na pasta da Defesa, Carme Chacón, fato inédito na história da Espanha.

Zapatero disse que seu principal objetivo será enfrentar com medidas urgentes a desaceleração da economia e fechar acordos com as outras forças políticas, sobretudo com o Partido Popular (PP, conservador), o principal da oposição.

O chefe de Governo espanhol acrescentou que esta é uma estratégia a ser seguida para enfrentar a ETA, que matou mais de 800 pessoas em seus mais de 30 anos de luta pela independência do País Basco.

Os socialistas, com 169 assentos, não possuem maioria absoluta no Congresso dos Deputados e, por isto, terão que fechar acordos pontuais com outros partidos por não terem chegado a acordos de legislatura.

A maioria absoluta está fixada em 176 cadeiras de um total de 350 deputados que formam a câmara. EFE nac/wr/fal

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