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Serviços de segurança investigam ameaça potencial à posse de Obama

Os serviços de segurança e informação americanos investigam uma ameaça potencial no dia da posse de Barack Obama em Washington, nesta terça-feira, mas com credibilidade ainda incerta, anunciou o Departamento de Segurança Interna, em um comunicado.

AFP |

Segundo informações da imprensa americana, não confirmadas, a ameaça procederia de um grupo islamita somali, com uma célula operando nos Estados Unidos.

"O FBI, o Departamento de Segurança Interna (incluindo o Serviço Secreto) e as agências de inteligência estão em coordenação com outras autoridades policiais para investigar e analisar informações recentes recebidas sobre uma potencial ameaça no dia da posse", declarou o porta-voz da Segurança Interna, Russ Knocke, acrescentando que "a informação é de uma especificidade e credibilidade incertas".

"A equipe de transição já foi informada", frisou.

A rádio local WTOP anunciou que os serviços de segurança receberam, na véspera, informações sobre uma possível ameaça de um grupo islamita somali chamado Al-Shabab, que possui uma célula nos EUA.

O Departamento de Estado americano define esse grupo como uma "organização terrorista estrangeira, com um determinado número de membros afiliados à rede Al-Qaeda".

Ainda de acordo com a emissora, o FBI confirmou recentemente que jovens somalis que viviam nos EUA foram recrutados por islamitas para serem treinados na Somália, com o objetivo de cometer atentados suicidas em solo americano.

A posse do primeiro presidente negro dos EUA atraiu, hoje, mais de dois milhões de pessoas ao centro da cidade de Washington, mobilizando um esquema de segurança sem precedentes para a ocasião, com mais de 12.500 militares e milhares de policiais nas ruas.

O momento de maior risco do dia transcorreu sem problemas, quando Obama e sua mulher, Michelle, saíram duas vezes de sua limusine, ao longo do tradicional desfile na direção da Casa Branca, levando a multidão à loucura.

De carro blindado, o casal presidencial deixou o Capitólio, onde o presidente prestou juramento algumas horas antes, para percorrer os 2,7 km até a Casa Branca, sob os olhares atentos de centenas de milhares de pessoas.

Por volta das 17h (20h de Brasília), nenhuma pessoa havia sido detida pelas forças de segurança, informou Mary Margaret Walker, porta-voz do Centro de Informação dos Serviços Secretos.

Até o momento, os serviços de saúde do Distrito de Columbia haviam registrado 349 visitas ao hospital, incluindo seis casos de hipotermia, devido às baixíssimas temperaturas.

As barracas de primeiros socorros espalhadas pelo Mall, a esplanada que se estende aos pés do Capitólio, registraram 217 atendimentos, acrescentou a porta-voz.

dab/cn/tt

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