Serviço secreto russo rejeita comentar caso Litvinenko

Moscou, 8 jul (EFE).- O Serviço Federal de Segurança (FSB, antiga KGB) declarou hoje que não fará comentários sobre as afirmações da rede pública de TV britânica BBC que denunciou que o Governo russo esteve envolvido no assassinato do ex-espião Aleksandr Litvinenko.

EFE |

"Essa prerrogativa corresponde à Procuradoria", disse um porta-voz do serviço secreto, citado pela agência oficial russa "RIA Novosti".

A Procuradoria da Rússia assinalou que não tem dados sobre a participação de nenhum serviço secreto no envenenamento com substância radioativa do ex-agente, em 2006.

Segundo Vladimir Markin, porta-voz oficial da Procuradoria, "apesar de não se ter cumprido totalmente a solicitação da parte russa de receber assistência jurídica das autoridades britânicas, a investigação avançou significativamente e não existem dados que mostrem que o serviço secreto participou do crime".

"Para realizar uma investigação objetiva e levando em conta que o crime aconteceu no território de outro Estado, a instrução russa dirigiu em mais de uma ocasião solicitações internacionais aos órgãos competentes de uma série de países, entre eles o Reino Unido", ressaltou.

Segundo o porta-voz, as equipes de investigação "solicitaram que fossem realizados interrogatórios com uma série de pessoas, registros e investigações", informaram as agências russas.

Um dia antes, a "BBC" retransmitiu declarações de um alto funcionário britânico responsável de segurança ao programa "Newsnight", que afirma que "há indicações muito sólidas de que houve alguma implicação estatal" no assassinato do ex-agente russo.

Litvinenko, crítico do ex-presidente russo Vladimir Putin e antigo espião dos serviços secretos russos refugiado no Reino Unido, morreu no dia 23 de novembro de 2006 em um hospital londrino após ser envenenado com polônio 210, substância radioativa muito tóxica.

O caso Litivinenko gerou graves tensões diplomáticas entre Londres e Moscou.

No ano passado, o Governo britânico pediu a extradição do ex-espião e empresário russo Andrei Lugovoi como principal suspeito do crime. A solicitação foi rejeitada por Moscou, que argumentou que a Constituição proíbe a entrega de cidadãos russos a outros países.

Lugovoi se declarou inocente e em dezembro de 2007 foi eleito deputado da Duma (Parlamento russo). EFE egw/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG