Serviço secreto paquistanês diz que líder talibã ficou ferido em ataque

Islamabad, 15 jan (EFE).- O líder dos talibãs no Paquistão, Hakimullah Mehsud, ficou ferido no ataque com mísseis de um avião não-tripulado dos Estados Unidos ontem em uma região tribal paquistanesa, informou hoje à Agência Efe uma fonte do ISI, o serviço secreto do país.

EFE |

"Estamos convencidos de que Hakimullah está ferido. Ainda desconhecemos qual é a gravidade real de seus ferimentos, mas está ferido. Os talibãs negarão, como já fizeram com seu antecessor", assegurou a fonte.

Um jornalista da mesma tribo do líder do Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), movimento que reúne diversas facções insurgentes paquistanesas, confirmou esta versão à Efe e acrescentou que os ferimentos de Mehsud provavelmente são "graves".

"Haverá dificuldades para confirmar os detalhes. O ataque ocorreu em uma região isolada na qual não há comunicação telefônica nem transporte. Hakimullah tem sua própria equipe de médicos, mas uma situação assim não poderá ser escondida durante muito tempo", disse a fonte.

Algumas versões não confirmadas da imprensa paquistanesas apontam que o líder talibã morreu, mas porta-vozes do TTP desmentiram e se limitaram a reconhecer que ele esteve no local antes do ataque e que está "a salvo".

Pelo menos dez pessoas, a maioria insurgentes, faleceram no ataque do avião espião contra uma residência e uma escola muçulmana na cidade de Shaktoi, na fronteira entre as regiões tribais do Waziristão do Norte e do Sul.

Segundo fontes oficiais, a ação estava dirigida contra o líder do TTP, que apareceu há alguns dias em um vídeo divulgado à imprensa junto ao terrorista jordaniano que cometeu o atentado suicida contra uma base da inteligência americana no Afeganistão, matando sete agentes.

O atentado foi cometido como forma de vingar a morte do ex-líder talibã paquistanês Baitullah Mehsud, vítima em agosto de um ataque com mísseis dos EUA.

Os talibãs demoraram semanas para admitir a morte de Baitullah.

Desde que assumiu a liderança do TTP, Hakimullah orquestra uma das piores ondas de violência terrorista ocorridas no Paquistão.

Desde outubro, mais de 800 pessoas, civis em sua maioria, morreram em pelo menos 50 atentados. EFE igb/bba

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