Serviço secreto dos EUA protegerá pré-candidato Herman Cain

Fonte diz que o pré-candidato republicano estaria sofrendo ameaças; o porta-voz da agência não revelou o motivo da proteção

iG São Paulo |

O pré-candidato republicano Herman Cain receberá proteção do serviço secreto americano, confirmou o porta-voz da instituição Ed Donovan, após aprovação de um pedido do empresário, segundo a agência Associated Press.

Leia também: Herman Cain enfrenta mais uma acusação de assédio sexual

AP
Cain participa de debate entre pré-candidatos republicanos em Michigan (09/11)

Cain será o primeiro candidato republicano na corrida pela nomeação presidencial para representar seu partido nas eleições que recebe proteção dessa agência federal.

A previsão era que os agentes do serviço secreto começassem a proteger Cain em algum momento na quinta-feira. Uma fonte ouvida pela AP que preferiu não se identificar afirmou que Cain, o inesperado candidato que se tornou um dos favoritos na corrida republicana, sofreu ameaças. Entretanto, não ficou claro quem estaria por trás dessas ameaças.

Donovan não confirmou se, de fato, Cain está sendo ameaçado e nem deu detalhes sobre o motivo da proteção. A campanha do republicano também não fez nenhum comunicado sobre o assunto.

Geralmente, a proteção do serviço secreto é dada ao democrata e ao republicano que estão na corrida presidencial, mas pode ser concedida mais cedo, caso o Departamento de Segurança aprove o pedido.

O então senador Barack Obama recebeu proteção desse corpo especial pela primeira vez em maio de 2007. Uma de suas rivais, Hillary Clinton, já estava sob a supervisão do serviço secreto por ser uma ex-primeira-dama.

Na campanha de 2004, os candidatos democratas John Kerry e John Edwards receberam proteção em fevereiro do ano em que competiam pela nomeação do partido. Leis federais permitem aos candidatos pedirem por proteção se cumprirem uma série de normas.

Uma das principais missões do serviço secreto é velar pela segurança do presidente e sua família, por isso todos os ex-presidentes e suas esposas recebem proteção até dez anos após deixar o cargo, assim como seus filhos de até 16 anos.

Habitualmente o serviço secreto começa a proteção dos "principais" candidatos à presidência e vice-presidência, assim como de suas esposas, quatro meses antes das eleições gerais.

O serviço secreto esclarece que não decide quais são esses "principais" candidatos, pois é a secretária de Segurança Nacional que autoriza a proteção após consultar um conselho assessor composto pelo porta-voz da Câmara de Representantes, o líder da minoria da Câmara, os líderes da maioria e minoria do Senado, assim como outros membros do Congresso.

O serviço secreto começou a proteção aos presidentes americanos depois do assassinato de William McKinley em 1901 e estendeu sua proteção aos principais candidatos presidenciais após o assassinato de Robert Kennedy em 1968. Esses mesmos agentes se encarregam de proteger os líderes estrangeiros em visita oficial.

Cain foi alvo nas últimas semanas de denúncias de assédio sexual por mulheres que trabalhavam para ele quando era presidente da Associação Nacional de Restaurantes, na década de 1990. Ele negou as acusações .

As pesquisas apontaram uma leve queda de Cain, porque o candidato se contradisse ao explicar as acusações de assédio sexual e por cometer gafes quando discute temas de campanha, como a política dos Estados Unidos na Líbia . Ainda assim, ele continua a ser um forte concorrente entre os republicanos.

Com AP e EFE

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