Serviço secreto dos EUA prepara esquema de segurança para cúpula do G20

Washington, 14 nov (EFE) - O Serviço Secreto e agências policiais federais e locais instalaram hoje um esquema de segurança especial em torno do edifício do século XIX onde os chefes de Estado e de Governo do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e principais emergentes) realizam sua cúpula amanhã em Washington. Apesar de todos os serviços de segurança, os dos Estados Unidos e os dos hóspedes, manterem a vigilância contra possíveis ataques terroristas, a Polícia Metropolitana se preocupa com a possibilidade de protestos em meio à pior crise financeira em oito décadas. O desdobramento mais visível de vigilância é registrado hoje em torno do hotel Willard e da Casa Branca, na Avenida Pensilvânia, e nos outros locais onde se hospedam os líderes que se reunirão amanhã no Museu Nacional da Construção (NBM, na sigla em inglês) para debater a crise à luz da nova ordem econômica mundial A operação de vigilância é dirigida pelo Serviço Secreto -que tem entre suas missões a proteção do presidente dos Estados Unidos- em coordenação com pelo menos 57 agências de segurança, inteligência e de Polícia. A partir da noite de hoje, enquanto o presidente George W. Bush jantar com seus colegas na Casa Branca, será suspenso o funcionamento da estação de metrô Judiciary Square de Washington, e será proibido o tráfego de veículos em torno de 12 quarteirões da cidade.

EFE |

A Direção Federal da Aeronáutica Civil (FAA, na sigla em inglês) advertiu de que a partir das 19h (de Brasília) de hoje e em todo o sábado, é proibida a realização de vôos de aeronaves particulares em um raio de 48 quilômetros em torno do histórico edifício do NBM.

"Qualquer pessoa que, com pleno conhecimento ou deliberadamente, violar as regras sobre operações neste espaço aéreo pode estar sujeita a penas criminais", indicou o aviso.

"Os pilotos que não se atenham a estes procedimentos podem ser interceptados, detidos e interrogados (...) e podem ser adotadas ações adicionais contra um piloto que não cumpra estes requisitos", segundo o texto.

Em um momento em que o desemprego subiu para 6,5% da força de trabalho -muito longe dos 25% que houve durante a Grande Depressão dos anos 1930, mas suficiente para irritar muitos nos Estados Unidos - as autoridades se preparam para possíveis protestos de descontentes com a ajuda financeira do Governo aos bancos.

"A crise não pode ser regulada pelos que a criaram", disse em comunicado o grupo Global Justice Action, que convocou diferentes reuniões e manifestações durante os dois dias da cúpula. EFE jab/db

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