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Serviço secreto britânico teme utilização de doentes mentais como terroristas

Londres, 25 mai (EFE).- O MI5, o serviço secreto britânico, teme que os islamitas utilizem como terroristas suicidas no Reino Unidos pessoas com problemas mentais, informa hoje o jornal dominical The Sunday Times.

EFE |

Segundo a Polícia, o caso protagonizado por Nicky Reilly - que está sendo interrogado por uma explosão em um restaurante em Exeter - pode representar uma nova estratégia terrorista que consiste em utilizar pessoas com problemas mentais para realizar suas tarefas.

Um funcionário da luta antiterrorista disse ao jornal que o serviço secreto está tentando averiguar até que ponto Reilly, de 22 anos, foi manipulado por um militante da "Al Qaeda".

Reilly, que se converteu ao islã depois de adulto, passou algum tempo em um hospital psiquiátrico e tem idade mental de uma criança de 10 anos. Além disso, desconfia-se que o jovem sofre de autismo e esquizofrenia.

Os serviços de inteligência britânicos acreditam que a Al Qaeda pode ter importado essa tática do Iraque, onde utilizaram esse tipo de pessoas causando conseqüências devastadoras.

Assim, em fevereiro passado, um suicida de cadeira de rodas matou um general iraquiano em Samarra, ao norte de Bagdá.

Anteriormente, duas mulheres, que aparentemente possuíam síndrome de Down, atuaram como correios de uma bomba em Bagdá que matou cerca de 100 pessoas.

Segundo o MI5, as pessoas com incapacidades mentais não apenas são mais facilmente manipuláveis, como também geram menos suspeitas, sobretudo, se são brancos, como é o caso de Reilly.

Segundo a Polícia, Reilly, um jovem com aspecto de gigante, tinha três bombas de fabricação caseira - a base de soda cáustica, parafina e pregos - que se acredita que conseguiu fabricar seguindo instruções pela internet.

Uma delas explodiu em um restaurante e feriu Reilly no rosto.

A Polícia afirma que pouco antes da explosão, Reilly, que mudou recentemente seu nome para Mohammed Rashid, recebeu em seu telefone celular uma mensagem de encorajamento.

A Polícia também interroga outros dois homens detidos na sexta-feira passada em um café da localidade de Plymouth. EFE jr/fb

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