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Serviço de SMS ajuda italianos a pechincharem

Um serviço de mensagem de celular oferecido pelo governo da Itália está ajudando os italianos a entenderem melhor o sistema de preços de alimentos cobrados em diferentes regiões do país.

BBC Brasil |

Através do serviço de mensagem (SMS) montado pelo Ministério da Agricultura em conjunto com associações de consumidores, os italianos podem checar a média de preços de diferentes alimentos no norte, centro e sul da Itália e assim podem tomar decisões mais acertadas na hora de comprar.

Com os preços dos alimentos subindo a níveis fora de controle em algumas partes do mundo, muitos acreditam que esteja mesmo na hora de os consumidores terem condições de checar quanto os comerciantes estão lucrando.

Luca Di Maio, consultor da Federação de Consumidores em Roma, oexplica que o novo sistema permite que consumidores digitem o nome do alimento que eles querem checar no seu celular e enviem uma mensagem de graça a um número específico.

"Depois de alguns segundos, você recebe uma SMS com os preços cobrados em diferentes regiões da Itália", diz.

Tomates
A repórter do programa Culture Shock do Serviço Mundial da BBC Emma Wallis decidiu descobrir o preço do tomate em um mercado de Roma.

Ela descobriu que o preço de atacado de um quilo de tomate é de 62 centavos de euro (R$ 1,53). Já o preço ao consumidor é de 2,15 euros (cerca de R$ 5,33) no norte do país, 1,85 euros (R$ 4,59) no centro e 1,50 euros (R$ 3,72) no sul.

No entanto, os tomates são comprados dos produtores pelos atacadistas por apenas 22 centavos (R$ 0,54).

Di Maio afirma que o problema para os consumidores italianos é que há muitos comerciantes e os preços podem variar muito entre eles.

Ele diz que o novo serviço existe para que o consumidor conheça e entenda a dinâmica de preços no mercado e faça uma escolha de maneira informada.

Abobrinhas
Emma Wallis percorreu as ruas de Roma para descobrir quantas pessoas conheciam o novo serviço.

"Eu fiquei sabendo sobre esse número e eu acho que é uma ótima idéia", disse uma mulher, acrescentando que cada um põe o preço que quer.

"Se você percorrer esse mercado, por exemplo, você encontra abobrinhas por 2 euros, 2,5 euros e 1,5 euros, então você nunca sabe qual escolher", afirma.

Outra mulher explica que ela provavelmente usaria o serviço, mas apenas em determinadas circunstâncias.

"Eu faço as minhas compras bem rapidamente, mas vou tentar checar os preços quando puder. Mas eu confio nesse comerciante, então não vou precisar do serviço aqui", afirma.

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