Sérvia defende retorno de suas forças de segurança ao Kosovo

Zagreb, 29 nov (EFE).- O presidente da Sérvia, Boris Tadic, defendeu hoje a modificação do Acordo de Kumanovo, pactuado em 1999 com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e que previa a retirada do Exército e da Polícia sérvias do Kosovo.

EFE |

"Não há razão alguma neste momento, quando a Sérvia se apresenta como fator de estabilidade na região, para não mudar o Acordo de Kumanovo", declarou Tadic ao jornal "Politika".

Tadic não disse como o acordo deveria ser modificado e que tipo de presença militar e policial a Sérvia poderia ter no Kosovo, mas se opôs categoricamente à formação de forças de segurança kosovares.

"Desde que a idéia apareceu pela primeira vez no plano do (enviado especial da ONU e Prêmio Nobel da Paz de 2008) Martti Ahtisaari sobre forças de segurança kosovares, fui contra e disse que isso é totalmente inaceitável para a Sérvia e que sempre será assim", explicou Tadic ao "Politika".

O presidente sérvio alegou que essas forças poderiam proceder de "unidades terroristas" e que poderiam representar um risco para a segurança na região.

O Acordo de Kumanovo foi assinado em junho de 1999 entre representantes da Sérvia e da Otan, depois da intervenção da aliança militar contra a antiga Iugoslávia.

Como resultado, as forças sérvias se retiraram do Kosovo, de maioria albanesa, e foi posta sob controle da Força do Kosovo (KFOR, da Otan) e da Missão das Nações Unidas no Kosovo (Unmik).

Os Estados Unidos e a maioria dos países da União Européia (UE) reconheceram a independência do Kosovo, apesar da forte oposição da Sérvia e de seu maior aliado, a Rússia. EFE vb/wr/rr

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