Serra deixa Governo de São Paulo para se candidatar à Presidência

São Paulo, 2 abr (EFE).- O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), enviou hoje à Assembleia Legislativa paulista sua carta de renúncia, para que possa disputar as eleições presidenciais de outubro.

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Serra, favorito em todas as pesquisas de intenções de voto, tinha se despedido de seus colaboradores em um ato realizado na quarta-feira passada no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo estadual, e hoje formalizou sua renúncia na carta enviada ao presidente da Assembleia, José Antonio de Barros Munhoz.

"Tenho a honra de comunicar a vossa excelência minha decisão de ser candidato a cargo eletivo na disputa de 3 de outubro deste ano", assinala a carta, publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo.

O prazo para que todos os funcionários que aspirem a cargos de escolha popular no pleito de outubro deixem seus postos expira amanhã, seis meses antes do pleito.

Por essa razão, Serra, de 68 anos, solicitou que sua renúncia definitiva ao Governo de São Paulo fosse efetivada a partir de hoje, para poder cumprir com a norma constitucional.

Serra, que foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2002, lidera todas as pesquisas de intenções de voto e, na mais recente, divulgada há uma semana, voltou a ampliar sua vantagem sobre a candidata governista, a ex-ministra Dilma Rousseff, quem se tinha aproximado dele nos últimos meses.

A pesquisa, do Instituo Datafolha, mostrou que Serra tem 36% das intenções de voto, enquanto Dilma, escolhida a dedo por Lula como candidata do PT, aparece com 27%.

Serra será apresentado pelo PSDB como candidato presidencial em um ato que será realizado no dia 10 de abril em Brasília, mas a campanha oficial só poderá começar em julho.

Na quarta-feira passada, em sua despedida do Governo, Serra disse que sai "fortalecido" do cargo para buscar a Presidência.

Seu substituto será o atual vice-governador, Alberto Goldman, que amanhã assumirá de forma interina e tomará posse na próxima terça-feira. EFE joc/mh

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