Série de explosões na Colômbia deixa 16 feridos

Ao menos 16 pessoas ficaram feridas nesta quinta-feira depois de uma série de explosões ocorridas em diferentes pontos da capital da Colômbia, Bogotá. As autoridades ainda não identificaram os autores dos atentados e ofereceram US$ 21 mil de recompensa a quem der informação sobre os responsáveis pelas explosões.

BBC Brasil |

Esta é a sexta série de atentados com bombas que acontece em Bogotá este ano. "Infelizmente ocorreu uma situação em que foram ativados de maneira simultânea vários artefatos explosivos, que parecem guardar uma homogeneidade, colocados em cestas de lixo", disse o diretor da Polícia Metropolitana de Bogotá, general Rodolfo Palomino.

As pessoas atingidas sofreram ferimentos leves e algumas já deixaram o hospital. O clima na cidade é de tensão.


Turistas tiram foto da janela danificada pela explosão

De acordo com a polícia, as bombas, de baixa intensidade, foram colocadas em seis latas de lixo em diferentes pontos da capital do país. Uma delas explodiu perto da embaixada do Peru e outras duas próximas a shopping centers.

"Ato terrorista"

O prefeito local, Juan Pablo Camacho, qualificou o ato como terrorista, ao afirmar que as explosões colocaram em risco a vida de civis. "É um ato de terrorismo que busca é desestabilizar de alguma forma a percepção de segurança dos cidadãos", afirmou.

"O que queremos dizer aos cidadãos é que não entrem em pânico e se declarem contra todos esses atos", acrescentou.

As explosões ocorreram no mesmo dia em que centenas de trabalhadores que convocaram uma greve geral se manifestaram reivindicando aumento salarial.

A Central Geral de Trabalhadores afirmou que as explosões foram fatos "isolados" e não estão relacionadas à manifestação.

"Watergate colombiano"

Mais cedo, em meio à uma nova polêmica envolvendo governo e oposição, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, aceitou a renúncia da chefe da Agência de Inteligência (DAS), María del Pilar Hurtado.

A renúncia de Hurtado está relacionada a denúncias do senador de oposição Gustavo Petro, que acusa o DAS de haver ordenado a espionagem dos membros do Partido Pólo Democrático Alternativo, principal corrente de oposição à Uribe.

Um dos documentos apresentados pelo senador do Pólo diz que o DAS buscava "informações privilegiada sobre vínculos (do senador) com organizações à margem da lei" ou "sobre contatos com pessoas que sirvam como testemunhas contra o governo".

Petro, que pertenceu à extinta guerrilha M-19, disse que "há um Watergate colombiano, no qual se espia a oposição e não há garantias para a crítica ao governo".

A ex-diretora do DAS nega ter ordenado uma investigação contra os membros da oposição.

A polêmica coloca uma vez mais a credibildiade do DAS à prova.

O antecessor de María del Pilar Hurtado, Jorge Noguera, esteve preso durante meses acusado de manter vínculos com grupos paramilitares que teriam obtido informações do organismo de inteligência para assassinar líderes sindicais.

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