Série de explosões mata 29 e fere 88 na cidade indiana de Ahmedabad

Nova Délhi, 26 jul (EFE).- Pelo menos 29 pessoas morreram e quase cem ficaram feridas em uma série de explosões registradas na cidade de Ahmedabad, capital do estado indiano de Gujarat (oeste), informaram fontes oficiais.

EFE |

O primeiro-ministro de Gujarat, Narendra Modi, que informou o número de vítimas, disse que foram 16 as bombas que explodiram em um raio de dez quilômetros em dezenas de diferentes pontos do leste da localidade.

As explosões começaram por volta das 18h45 (10h15, em Brasília) e se sucederam durante uma hora em dois mercados de rua, em um ônibus de transporte público, nas proximidades de dois hospitais, em um teatro e em um cinema, entre outros locais.

Os pontos atacados ficam principalmente em bairros de classe média de Ahmedabad, por causa das tensões existentes entre os hindus e os muçulmanos de Gujarat.

"As explosões foram de baixa intensidade, semelhantes às que aconteceram em Bangalore", disse o vice-ministro de Interior, Sriprakash Jaiswal, em alusão ao atentado que ontem causou a morte de duas pessoas e o ferimento de 12 nesta cidade do sul da Índia.

Após o ataque, as forças de segurança bloquearam os acessos a Ahmenabad e fecharam o tráfego, o aeroporto e as ferrovias, enquanto as equipes de resgate socorriam as vítimas.

Pelo menos duas das bombas explodiram perto de hospitais que recebiam os feridos, o que contribuiu para o caos.

"Foi uma experiência terrivelmente aterrorizadora com sangue e pedaços de carne espalhados por todas as partes. Quando estávamos retirando um cadáver aconteceu outra explosão e o corpo foi jogado enquanto todos corriam às cegas. Que pretendem conseguir com este ataque? Estas pessoas não têm direito de viver", disse à agência "Ians" o médico P. Christian.

Segundo os primeiros resultados da investigação, as bombas estavam em bicicletas, em um tipo de operação similar ao usado em maio passado no atentado que deixou mais de 60 mortos na cidade de Jaipur.

Assim como naquela oportunidade, um grupo chamado Indian Mujahedin assumiu a autoria do atentado por meio de um e-mail enviado minutos antes a várias emissoras, mensagem na qual anunciou mais ataques e, concretamente, ameaçou líderes políticos e empresariais indianos.

A Polícia indiana não conseguiu determinar quem são é o Indian Mujahedin, embora um especialista em organizações terroristas consultado pela Agência Efe afirme que se trata de um "rótulo genérico" que não corresponde a um grupo em particular.

Modi, por outro lado, chamou o atentado de "guerra contra a Índia" e afirmou que por trás dele há um "grupo organizador e um país organizador", aos quais não mencionou.

O chefe do Governo regional pediu que a população permaneça em sua casa e mantenha a calma. EFE ja/fal

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